28/08/2026 às 01:25
O relatório final da CPI da Prefeitura não foi votado na sessão extraordinária realizada na tarde de quinta-feira (27), após o vereador Alcione Marchezini (PSDB) apresentar um Pedido de Vista. O parlamentar justificou a solicitação pela necessidade de dispor de mais tempo para analisar o documento, que possui mais de 70 páginas e reúne informações e detalhes sobre as investigações realizadas pela Comissão.
“Destaco que este Pedido de Vista não representa uma crítica ao trabalho realizado pela Comissão. Apenas busca garantir o tempo necessário para uma análise mais adequada”, afirmou Marchezini.
Além do voto do autor, o Pedido de Vista recebeu o apoio dos vereadores Diego Bairros, Luiz Vastres, Jean Calza e da presidente Jaqueline de Marco. Votos contrários ao Pedido de Vistas foram dados pelos vereadores Almir Pastori, Rita Weiss, Leandro Sarto e Pedro Pereira. Como houve empate, a presidente Jaqueline De Marco optou por atender à solicitação do vereador, votando a favor do pedido.
Ressalva
Para quem acompanhou a leitura e a discussão do relatório da CPI, ficou claro que o pedido de vista fazia parte de alguma estratégia do partido que administrou o município nos 3 mandatos do relatório da CPI. O vereador Alcione Marquezini é do partido dos dois prefeitos que estiveram na administração, além do vice, que também é do partido.
Os secretários que eram os superiores do funcionário acusado, que está afastado do cargo e que é do conhecimento público, foram todos indicados pelo prefeito que iniciou a administração, que apesar de se apegar na frase: “não rouba e não deixa ninguém roubar” e de ter criticado as administrações adversárias que antecederam por não cumprir com a regularização de férias e licenças de direito e dever dos funcionários, teve o mesmo erro com o investigado. Além disso, vários desvios de recursos das contas da Prefeitura de Joaçaba, foram feitos em períodos de férias ou de licença prêmio, com assinaturas dos prefeitos, dos secretários e até de pessoas que não ocupavam mais cargos de confiança, exonerados, mas que mantinha parentescos com o antecessor.
O Portal divulgará partes do relatório ao ser aprovado e que já forem de conhecimento público, mas devidamente aprovado, não como fez a Comissão que divulgou em Site Público, sem a devida aprovação pelos edis, baseados em depoimentos que já haviam sidos de domínio público em seus depoimentos, mas com suas defesas pessoalmente. Constar em reportagem sem a devida aprovação não é moral e nem legal. Por isso mantivemos a seriedade que a imprensa deve ter.
Retomando a CPI, com a solicitação, o relatório deverá permanecer em análise pelo prazo regimental de cinco dias úteis. Encerrado esse período, o documento deverá retornar à pauta das sessões ordinárias da Câmara para apreciação e votação pelos vereadores.
CPI apurou desvios de recursos públicos
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada pela Câmara de Vereadores de Joaçaba com o objetivo de apurar o desvio de recursos públicos do Poder Executivo. As investigações tiveram como foco a transferência de valores para contas pessoais do então tesoureiro da Prefeitura. O servidor foi exonerado após as denúncias, que tiveram origem em apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC).
Os trabalhos da CPI foram conduzidos pelos vereadores Diego Bairros, presidente; Jean Calza, relator; e Ricardo Menezes, membro. Menezes encontra-se licenciado da Câmara e foi substituído pelo suplente Pedro Pereira, o Pedrinho.
Mário Serafin / Com informações de Adriana Panizzi, assessoria de Imprensa do CMJ
Pedido de Vista barra votação da CPI da Prefeitura de Joaçaba
Joaçaba avalia resultados do SAEB e IDEB para mais aprendizagem
Botão do Pânico acionado por descumprimento de medida protetiva em Joaçaba
Brasil precisa de uma política externa competente
Está fácil? - Vamos ver!!!
A vida em tempos de eleições – Esperar o quê?
“Operação Elli”, o Lulinha, causa incomodo
Mais de 10 anos de prisão para homem que tentou matar a própria tia em Matos Costa
Fecomércio SC empossa diretoria para 2026-2030