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AGRONEGÓCIO

O agro do silício em Santa Catarina

14/12/2025 às 02:44

Adotando soluções tecnológicas, nova geração conecta produtividade e qualidade de vida no campo. Foto: Divulgação.

"O novo vale do silício do mundo é o agro brasileiro.” A comparação, que chama a atenção para o rápido desenvolvimento de tecnologias para o campo e a sua adoção pelos produtores, é de José Antonio Ribas, diretor executivo de Agropecuária da Seara, uma das marcas da JBS que opera em Santa Catarina pelo modelo de integração rural. “O setor está em um alto nível de incorporação de tecnologia e nós estamos sendo protagonistas nisso: o modelo de galpão para suinocultura que o Brasil está adotando é o que desenvolvemos, baseados em trocas de experiência com o mundo e na ciência, e que busca o bem-estar único: dos animais e das pessoas que estão envolvidas no processo”, explica.

Para ele, a tecnologia está tornando o campo cada vez mais atrativo para os jovens, que percebem no agronegócio a oportunidade de assumir um protagonismo e empreender de fato. “Hoje, ele não precisa mais dormir dentro do galpão para cuidar da temperatura ambiente, ele faz isso a distância, pelo celular. Essa inclusão digital faz também com que ele tenha acesso à informação, ao mundo, mesmo longe da cidade”, avalia o executivo. Por outro lado, a baixa qualidade de conexão de internet, algo que também ocorre em muitas regiões urbanas, é um desafio maior ainda no campo. Mesmo assim, calcula-se que 80% das propriedades estão com algum nível de acesso à rede.

A empresa tem na plataforma Su­perAgro o seu instrumento de capacitação e suporte aos produtores integrados. Uma equipe com 600 profissionais oferece atendimento, on-line e presencial, para ajudar em cada tomada de decisão. Pela plataforma o produtor também aprende pelos melhores exemplos.

Ribas: inclusão digital facilita o trabalho e torna os negócios rurais mais atraentes - Foto: Divulgação.

“Ele começa a ter contato com gente que está fazendo resultados em nível de altíssima excelência e pode copiar exemplos. A gente dá muita evidência a quem tem os melhores resultados”, afirma Ribas, que observa um ciclo virtuoso em crescimento nas zonas rurais do País: o sucesso dos negócios faz com que haja uma fila de interessados em se tornarem integrados da agroindústria, situação oposta à de alguns anos antes.

Além de oferecer premiações e recompensas de mérito para produtores que atingem níveis de excelência em suas propriedades, a empresa também dá estímulos financeiros para aqueles que investem em melhorias e mais tecnologia. Em Lauro Müller, a família de Ederson Coan foi novamente uma das vencedoras deste ano do Prêmio SuperAgro, com o primeiro lugar em conversão alimentar ajustada para frangos – indicador da eficiência com que os animais transformam a ração em peso corporal.

Mario Serafin / Industria News