07/07/2026 às 02:14
A passagem de uma frente fria mais oceânica ainda mantém áreas de instabilidade sobre parte da Região Sul nesta semana, mas a principal mudança no tempo vem depois da chuva: a entrada de uma massa de ar frio e seco deve provocar queda acentuada das temperaturas mínimas e aumentar o risco de geada em áreas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do sul do Paraná.
O sistema frontal atua associado a uma baixa pressão no oceano. Por isso, a chuva se concentra principalmente entre Santa Catarina, o norte do Rio Grande do Sul e áreas do Paraná. Na sequência, uma alta pressão fria e seca avança rapidamente sobre a região, favorecendo a estabilização do tempo e o resfriamento mais intenso durante as madrugadas e primeiras horas da manhã.
Após a passagem do sistema frontal, o avanço de uma alta pressão muda o padrão do tempo. O ar frio e seco ganha força, reduz a nebulosidade e favorece noites e madrugadas mais frias.
A queda das temperaturas mínimas deve ser mais sentida no Rio Grande do Sul, em grande parte de Santa Catarina e no sul do Paraná. O frio será mais intenso nas áreas de maior altitude, nas regiões de serra e em pontos da campanha gaúcha.
Na quarta-feira, a geada tende a ficar mais concentrada na metade norte gaúcha, na Serra e na Fronteira Oeste. Também há potencial para formação de geada em grande parte de Santa Catarina e no sul do Paraná, principalmente em áreas mais elevadas e baixadas onde o ar frio se acumula com mais facilidade.
Nos Campos de Cima da Serra, o briefing menciona que alguns modelos indicaram mínimas mais agressivas, com possibilidade de valores negativos em pontos da região.
Atenção para agricultura, estradas e áreas rurais
A combinação de tempo mais aberto, ar seco, vento mais fraco durante a madrugada e temperaturas muito baixas favorece a formação de geada. Agricultores devem acompanhar a previsão local com atenção, especialmente em áreas produtoras sensíveis ao frio.
Motoristas também precisam redobrar o cuidado nas primeiras horas do dia em trechos de serra, baixadas e áreas rurais, onde a visibilidade pode ser reduzida por nevoeiro localizado e a pista pode ficar úmida ou escorregadia em pontos de geada.
A população em áreas de serra, campanha e zonas rurais deve se preparar para madrugadas frias, com atenção especial a idosos, crianças, pessoas em situação de vulnerabilidade e animais domésticos.
Mário Serafin / Fonte: Climatempo
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