04/09/2025 às 17:44
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) recorreu da sentença que condenou Claudia Fernanda Tavares a 20 anos e 24 dias de prisão pelo homicídio do ex-companheiro, Valdemir Hoeckler, ocorrido em novembro de 2022. O recurso foi interposto pela 5ª Promotoria de Justiça de Concórdia, representada pelo promotor de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos, que busca o aumento da pena.
O crime chocou a comunidade local pela brutalidade e pelas circunstâncias em que ocorreu. Claudia foi denunciada pelo MPSC por homicídio duplamente qualificado, com as qualificadoras de uso de meio que dificultou a defesa da vítima e ocultação de cadáver. Durante o julgamento realizado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Capinzal, os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público e condenaram a acusada.
Apesar da condenação, o Ministério Público considera que a pena aplicada não reflete adequadamente a gravidade do crime.
“Fiz o recurso para aumentar a pena de Cláudia. Agora, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina vai decidir os recursos”, declarou o promotor Rafael Baltazar Gomes dos Santos, em entrevista a Rádio Rural de Concórdia na quarta-feira, dia 3.
O promotor enfatiza que a revisão da pena visa garantir uma punição proporcional à natureza cruel do homicídio. Segundo ele, o valor exato da pena a ser pleiteada ainda será definido nas próximas semanas, após análise técnica da sentença e das circunstâncias do caso.
Com a interposição do recurso, o processo segue agora para o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que analisará se a pena será mantida ou aumentada. Enquanto aguarda a decisão, Claudia Tavares permanece presa, cumprindo a pena em regime inicial fechado.
O Ministério Público reforça que a atuação busca assegurar justiça plena, levando em consideração todas as nuances do crime cometido. A expectativa é de que o TJSC analise o caso nos próximos meses.
Mário Serafin / Rádio Rural de Concórdia
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