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ARTIGO

Empreendedorismo aparece cada vez mais cedo nos planos profissionais dos jovens

07/10/2026 às 17:43

Texto: Bruna Campos - Foto: Divulgação/ProWay

ProWay mostra como a educação empreendedora pode começar ainda na escola, com experiências que vão da criação de produtos à gestão de uma empresa

Ímãs biodegradáveis produzidos com massa de biscuit à base de amido de milho, envoltórios de cera de abelha como alternativa ao plástico na conservação de alimentos e marca-páginas sustentáveis. Os produtos foram desenvolvidos por estudantes do Ensino Fundamental 2 da Escola Barão do Rio Branco, em Blumenau, durante o Miniempresa 2026, projeto de educação empreendedora realizado em parceria com a ProWay.

Cerca de 150 alunos participam da iniciativa ao longo do ano letivo, vivenciando etapas que incluem o desenvolvimento dos produtos, a organização das áreas das empresas, o planejamento de marketing, a definição de estratégias comerciais e as vendas. Divididos em empresas simuladas, os estudantes assumem funções em áreas como produção, compras, financeiro, marketing, comercial e gestão de pessoas.

A iniciativa ganha destaque no Dia do Empreendedor, celebrado no mes de outubro, e ilustra como o contato com o universo dos negócios pode começar ainda durante a formação escolar. Mais do que estimular a criação de uma empresa, a proposta é apresentar aos jovens os conhecimentos e as habilidades necessários para transformar uma ideia em uma solução e entender o que existe por trás de um negócio.

Essa aproximação acontece em um contexto em que empreender já aparece entre os planos de uma parcela significativa dos jovens. Segundo a Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2025, 43,8% dos brasileiros de 18 a 34 anos apontam ter o próprio negócio entre seus principais sonhos. Entre os jovens que já empreendem, 75,9% afirmam que fazer a diferença no mundo está entre as principais motivações para abrir uma empresa.

Empreendedorismo na prática

Para a estudante Valentine Morelle, participante do projeto, a experiência ajudou a transformar o interesse que já tinha pelo empreendedorismo em uma compreensão mais concreta sobre o funcionamento de uma empresa. A vivência também mostrou a importância da colaboração e da capacidade de lidar com diferentes perfis dentro de uma equipe.

“Eu sempre gostei de empreender, mas nunca tinha noção de como era realmente na prática. O projeto foi um incentivo, porque conseguimos ver como as coisas funcionam e como dependemos uns dos outros para que tudo aconteça. Foi uma das coisas que mais me despertou a vontade de estar ali”, relata Valentine.

Na ProWay, a formação empreendedora é desenvolvida por meio de atividades que colocam os estudantes diante de situações práticas de criação, planejamento, tomada de decisão e gestão. Ao longo do Miniempresa 2026, eles também têm contato com ferramentas utilizadas no ambiente corporativo, como Kanban, sprints, reuniões rápidas de acompanhamento e retrospectivas.

“A ideia é que o empreendedorismo deixe de ser um conceito abstrato e vire experiência concreta. Quando um aluno precisa negociar uma compra, calcular o custo real de um produto ou apresentar sua parte do trabalho para a turma, ele desenvolve autonomia, responsabilidade e trabalho em equipe de um jeito que nenhuma prova mede”, afirma Gabriela Rosa, professora de Empreendedorismo e Inovação da ProWay e responsável pelo programa.

A metodologia exige que os estudantes acompanhem tarefas, cumpram prazos, avaliem resultados e proponham melhorias ao longo do projeto. Dessa forma, eles compreendem que transformar uma ideia em negócio envolve não apenas o desenvolvimento de um produto, mas também organização, planejamento, cooperação e responsabilidade.

Do projeto escolar à criação de uma startup

A experiência desenvolvida nas escolas faz parte da atuação da ProWay na formação de jovens para o futuro. Na frente voltada às instituições de ensino, a empresa desenvolve disciplinas e atividades curriculares e extracurriculares que aproximam os alunos de tecnologia, inovação e negócios.

A mesma lógica aparece nas formações abertas ao público. No Tech Explorers, os participantes passam três anos desenvolvendo conhecimentos e práticas em diferentes tecnologias. No terceiro ano, no módulo Labs, o desafio é transformar esse conhecimento na criação de uma mini startup.

Já o iBusiness é direcionado à criação e administração de empresas. Durante a formação, os participantes desenvolvem um negócio desde o início e entram em contato com diferentes aspectos envolvidos na gestão de uma empresa.

A proposta, em diferentes formatos, é aproximar os jovens dos conhecimentos que estão por trás do empreendedorismo: identificar problemas, desenvolver soluções, planejar, trabalhar em equipe e entender os desafios de colocar uma ideia em prática.

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