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ABUSO

Um professor foi brutalmente agredido dentro de uma escola pública do Distrito Federal.

21/10/2025 às 18:20

O agressor, pai de uma aluna, invadiu o colégio após saber que o professor havia advertido a filha por usar o celular durante a aula. Enfurecido, desferiu ao menos nove socos no rosto do educador.

O motivo? Uma simples bronca virou cena de covardia e humilhação diante de alunos e servidores. O professor, de 53 anos, teve ferimentos na face, os óculos quebrados e precisou de atendimento médico. O agressor, de 41 anos, foi detido, levado à delegacia e… liberado logo depois de assinar um termo de compromisso.

Saiu pela mesma porta em que entrou.

A violência ficou.

De acordo com o Código Penal, ele cometeu pelo menos três crimes:

  • Lesão corporal (artigo 129) – pena de 3 meses a 1 ano de detenção.
  • Injúria (artigo 140) – pena de 1 a 6 meses de detenção ou multa.
  • Desacato (artigo 331) – pena de 6 meses a 2 anos de detenção.

Somadas, as penas poderiam chegar a 3 anos e 8 meses de prisão. Mas, como a pena é inferior a 4 anos, dificilmente haverá prisão.

A Justiça deve converter a pena em medidas alternativas, como prestação de serviços comunitários ou doação de cestas básicas. Em outras palavras, quem espancou um professor poderá “pagar” o crime com alguns quilos de arroz e feijão.

Enquanto isso, a vítima precisará lidar com traumas físicos e emocionais.

E a escola, mais uma vez, se transforma em palco da impunidade.

O país precisa escolher: ou protege quem ensina, ou continuará a enterrar o respeito junto com a educação.

É urgente criar leis mais duras e específicas para punir agressões contra professores.

Porque enquanto agredir um educador não for tratado como crime grave, cada sala de aula continuará sendo um campo de risco.

/ Fonte de dados: Correio Brasiliense