09/06/2026 às 19:01
O marketing do Turismo vai sempre bem, obrigado! As consultorias contratadas conhecem o assunto. O SEBRAE é o melhor em termos de conhecimento e passagem de desenvolvimento para os municípios. Aqueles que têm um Plano e um Conselho podem habilitar-se a solicitar recursos nas esferas superiores. Daí os gatos com as tentativas de se organizarem torna-se válido.
Liderei, há mais de uma década, o NITUR, Núcleo Intermunicipal de Turismo de Ouro, Capinzal, Zortéa e Lacerdópolis. Na época, tínhamos um bom apoio dos prefeitos daqueles municípios. Alguns empreendimentos foram resultantes de nossas proposições e outros não deram certo.
Para que ocorra o sucesso, há alguns fatores que precisam ser considerados:
1. Gestor idealista e conhecedor do assunto.
2. Prefeito entusiasmado com a ideia e interessado em conhecer a área.
3. Time engajado e planejador.
4. Pessoas interessadas em ganhar dinheiro com a atividade.
5. Gente que conhece muitos lugares, primeiro os do estado, depois os da região, ainda dos estados brasileiros e, quem sabe, de alguns países.
A ideia de turismo me foi trazida por um pastor evangélico no início da década de 1990, quando eu era prefeito em Ouro. Ouvi, mas eu não sentia que fosse um negócio importante. No final do milênio, trabalhei com o prefeito Sérgio Durigon, que era um entusiasta de ideia, um incentivador dos empreendimentos. Ganhamos um título nacional de empreendedorismo e depois um de meio ambiente. Redigi os “cases” e mergulhei nas ideias. Visitar lugares, buscar conhecimentos, viajar, tornou-se até uma obsessão para mim. O prefeito José Camilo Pastore foi e é um grande empreendedor. Tenho conhecimento e inteligência.
Já conheço 20 estados brasileiros, passei por 19 aeroportos, alguns diversas vezes, 9 portos do Oceano Atlântico, e quatro capitais de América do Sul (Montevidéo, Buenos Aires, Santhiago e Assunción) e outros locais de turismo, como Vina del Mar, Valparaíso, Monte Nevado, Punta del Este, etc. Dezenas de vinícolas brasileiras. No Chile, a Undurraga e a Concha y Toro. Preciso viver muitos anos para completar nosso plano de conhecimento, fazendo novas viagens.
Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul têm maravilhas, que vão muito além das suas belas praias. Muito melhores do que as do Nordeste e do Sudeste. Nossos resorts e hotéis- fazenda são de excelência.
Então, voltemos para nossas cidades, aqui de perto. No domingo, estive na festa de Santo Antônio do Caraguatá. Encontrei muitos amigos, gente que faz muito bem a festa da comunidade e vários outros eventos no ano. Conversei com pessoas que, como eu, gostam de ir para as comunidades rurais. A pior sinalização, seguramente, é a da área rural de Joaçaba. Estradas melhoraram muito na presente década, mas a sinalização continua muito precária. Pensei que era só eu que me perdia de noite quando voltava do pesque-e-pague de Nova Petrópolis, mas encontrei outros que já foram parar em Luzerna na volta. Em termos de cultura também há muita crítica.
Eu até gostaria de emitir a opinião sobre a atividade turística de nossas cidades, conversar com os gestores, mas pouco os conheço, efetivamente, nem os seus planos de cultura e turismo. Só conheço pelo que ouço em emissoras de rádio. Minha opinião é “grátis”, mas preciso ser convidado a conhecer.
Ah, sempre falta dinamismo, conhecimento e engajamento! Estamos atrasados. Treze Tílias, Piratuba, Machadinho e Itá estão bem à frente.
Euclides Riquetti / Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com
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