27/05/2026 às 15:05
A Federação das Indústrias de SC (FIESC) avalia que a proposta de redução da jornada de trabalho de 44h para 40 horas semanais anunciada pelo presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta sem corte de salários, e um período de transição de apenas um ano, é mais um equívoco na discussão.
“As empresas têm seu planejamento estratégico, e não estão preparadas para uma mudança dessa proporção em apenas 60 dias. É inadequado fazer isso de forma impositiva, por lei, para todos os setores da economia”, afirma o presidente da entidade, Gilberto Seleme.
A FIESC destaca que a redução da jornada vai causar perda de produtividade, e que não há tempo hábil para que as indústrias se programem para reajustar a produção. Também avalia que todo o debate está sendo apressado e ocorre sob influência da corrida eleitoral deste ano.
A proposta, segundo Motta, prevê o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga) a redução escalonada da jornada de 44 para 40 horas semanais, com corte inicial de duas horas após 60 dias da promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e mais duas horas ao fim de 12 meses.
“A negociação coletiva é a ferramenta mais adequada para se discutir redução de jornada e mudança na escala de trabalho, porque leva em conta as características de cada setor, e as necessidades de trabalhadores e empregadores”, afirma Seleme.
Mário Serafin / Fonte: Fiesc
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