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OPINIÃO

Os vai e vêm

28/01/2026 às 21:13

1- Precisamos atuar! 

O avanço das facções se deu pela ineficiência do poder público, expondo o absoluto descompasso entre um crime cada vez mais organizado e um Estado desorganizado. O que fica cada vez mais visível é que as quadrilhas se organizaram diante da omissão das autoridades que continuam assim atuando enquanto que eles buscaram conexões com grupos internacionais de onde recebiam fuzis, metralhadores e explosivos e muito mais. 

Logicamente enquanto a gente espera acontecer eles contam com postos de ombustíveis, usinas, inúmeras inclusive joalherias. Por isto a gente se assusta! Muito certo o que deveríamos saber que a forma para enfrentar o crime organizado é investigação e atuação conjunta dos entes da federação! 

Para se ter uma ideia da nossa atuação o Doca tem 273 anotações criminais e 32 mandados de prisão aberto. Pode isto? Mas a gente não pode atuar no faz de conta! Temos que buscar formas de atuar e buscar formas para enfrentar este pessoal. 

Apesar de não gostar de Cláudio Castro devo concordar com o que disse: “Sozinhos não temos como vencer essa guerra, que é contra um Estado paralelo que a cada dia vem se mostrando mais forte, com poder bélico maior, com mais poderio financeiro e, sobretudo, usando esses poderes para fazer quase uma ocupação territorial”. 

Mais interessante é o que disse: “Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”. Será? Faz-me rir! O que este senhor pensa sobre criminalidade, problemas sociais, 

saúde e educação? Segundo pesquisas ,30% apontam a criminalidade como a sua principal preocupação à frente de economia, problemas sociais, corrupção, saúde e educação. Outro levantamento efetuado mostra que 45,8% dos eleitores avaliam que 

a segurança pública piorou no atual mandato. 

Pergunta que não quer calar: Como Lula tem ajudado a melhorar sua imagem? 

Não deve ser como disse recentemente que “traficantes são vítimas dos usuários”. 

Não é lindo como atua este senhor? 

Falando nisto, este governo não tem nada efetivo para mostrar.

Parte da proposta em discussão visa dar mais poderes à União, mas graças a alguns governadores que temem perder o poder. 

Para não ficar muito longe o Congresso saiu anunciando medidas após a ação no Rio. O que se constata é que é que atuam apenas para geral ganho eleitoral. O resto que se dane! Necessário se faz é uma atuação eficiente para construir um modelo de articulação eficiente. Segundo eles se o Estado não se organizar e cooperar, mas corremos o risco de transformar o país em um narcoestado. Que tal? 

Até acho que vale porque a direita ganha votos apostando na linha dura com os bandidos.Violência por região: Norte: 25.1- Nordeste: 31’6- Centro

Oeste:16.3; Sul: 11.7! Sudeste :12, ou os políticos à direita levam uma vantagem na campanha: têm números melhores para mostrar, porque governam os dez estados 

com as menores taxas de mortes violentas intencionais por 100 000 habitantes. 

Já entre os estados mais violentos estão os governados há tempos pela esquerda, como Bahia, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte. No Nordeste, ficam as dez cidades mais violentas do país como Maranguape, a “campeã nacional”, tem 79,9 mortes a cada 

100 000 moradores, enquanto a média do país é 18,9. 

Na região, o problema da insegurança já é usado pela oposição. “Será o principal tema das eleições que a gente terá que atuar. O descontrole da violência é absoluto. As facções se multiplicaram, dominando territórios nas grandes, médias e pequenas cidades da Bahia, o União Brasil, que vai enfrentar o governador Geronimo Rodrigues na disputa pelo comando da Bahia.

O PT governa o estado há cinco mandatos e esta turma está tão contente assim! Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra enfrenta uma crise de segurança, tem investido na formação de policiais militares e espalhado recrutas, que eles chamam de “laranjinhas” pelas ruas com o objetivo de reduzir a sensação de insegurança. 

Uma das questões que ajudam a alavancar os homicídios é o confronto entre grupos criminosos pelo controle de áreas urbanas, como ocorre no Rio, no Ceará e na Bahia. 

Nos estados do Nordeste existe uma disputa territorial de facções que se deslocaram do Rio de janeiro e de São Paulo. 

Estados do Norte e do Nordeste têm uma infraestrutura de equipamentos de segurança equivalente à que existia em São Paulo na década de 2000. 

Investimento em novas ferramentas é, de fato, um ponto importante na redução da criminalidade. Em São Paulo, estado mais seguro do país tem a taxa de 7 mortes por 100 000 habitantes.   

Um dos avanços para coibir crimes violentos é o aprimoramento do monitoramento e da análise criminal por meio do sistema SPVida, que permite identificar áreas críticas, planejar ações específicas e acompanhar a investigações de todos os casos de crimes contra a vida. 

Outro exemplo é o Smart Sampa, aparato de vigilância eletrônica das ruas, que vai passar de 20 000 câmeras para 40 000 em 2026. Embora operado pela prefeitura o sistema é conectado e utilizado pelo estado. Em Santa Catarina temos 7,4 mortes por 100 000, o governo começou em julho a usar em Balneário Camboriú um sistema de drones com reconhecimento facial. 

Outro ponto importante é a ressocialização de presos porque 33% da população carcerária trabalha e estamos com a menor taxa de desemprego do país, amplas oportunidades de ocupação e serviços públicos eficientes e temos tropas rápidas e preparadas.  Aqui é um ótimo lugar para viver, exceto para a bandidagem. 

No Paraná, o investimento do governador Ratinho na Polícia Científica elevou o índice de esclarecimento de crimes para 97%, o maior do país. A taxa de homicídios dolosos caiu 29% neste ano e atingiu o menor número da série histórica, desde 2007. 

No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite tem tocado um projeto de modernização de presídios que acabou com unidades superlotadas, campo fértil para a atuação das facções. O estado também invente em um programa de dissuasão focada, baseada no monitoramento de grupos criminosos violentos e reincidentes, desarticulando suas lideranças por meio de ações coordenadas e de inteligência. 

O histórico dos complexos do Alemão e da Penha, no Rio, são o anti exemplo. Local de moradia de 112 000 pessoas, espalhadas por 26 favelas, ele abriga o QG do Comando Vermelho, que ali impõe um regime baseado no terror, na violência e na intimidação das comunidades. 

Nos últimos tempos, foragidos de locais como Ceará, Pará, Bahia e Goiás se escondem na área e 25 mortos na ação eram procurados em outros estados. A geografia favorece: os morros são tomados de vielas e mata fechada, o que facilita a fuga. Além disso, compartilha com o PCC esquemas financeiros e rotas de abastecimento. Nos últimos tempos, o grupo vem tomando territórios do Rio a tiros, em guerras com as milícias. Cinco décadas depois, o Estado brasileiro deveria estar amplamente preparado para enfrentar esse tipo de facção criminosa, mas isso, ao que parece, está longe de ocorrer. 

O episódio sangrento de 28 de outubro precisa ser um ponto de partida para mudar esse quadro, com urgência. 

2- Mais uma vez 

Mulher morta por estrangulamento pelo marido em SC iria se formar como técnica em enfermagem. É muito triste sina! Ana Dayse Gomes Provensi, de 36 anos, iria se formar como técnica de enfermagem no próximo mês, em 21 de fevereiro. Entretanto ela 

estrangulada até até a morte com uma corda pelo marido e pai de seus três filhos, Hilton Provensi, de 55 anos, na madrugada deste domingo, dia 25, em Maravilha, no Oeste do estado. O suspeito confessou o crime à polícia. 

Segundo informações do delegado Daniel Godoy, de Maravilha. O crime aconteceu na casa da família, na presença dos três filhos do casal. Após matar Ana durante a madrugada, Hilton saiu pela cidade dirigindo seu carro e decidiu, por volta das 7h da manhã, entregar-se a uma guarnição da Polícia Militar de Santa Catarina. Ele foi preso em flagrante por feminicídio consumado. “Demonstrou extrema frieza diante da morte de sua esposa”, define o delegado sobre a confissão do homem. 

Segundo informações do delegado da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Maravilha, o crime aconteceu na casa da família, na presença dos três filhos do casal. 

Gente, pelo amor de Deus! Este animal ainda matar a mãe das crianças na frente delas? Ana Dayse era natural de São Paulo e vivia em Maravilha com Hilton e os três filhos. Ela estava finalizando um curso de técnico em enfermagem, segundo publicações de seus amigos nas redes sociais. Ana foi a sexta mulher morta em um crime de eminicídio levando em conta dados oficialmente divulgados pela PMSC. “No dia 21 de fevereiro, ela celebraria a conquista de sua formação em Técnica de Enfermagem, profissão escolhida por amor ao cuidado e ao desejo genuíno de salvar vidas”, diz uma das postagens. 

“Era mulher incrível, ótima mãe, ótima amiga”, escreveu um amigo. “Perdeu sua vida por um monstro que um dia você chamou de amor”, completou. O marido de Ana, se é assim que se deveria chamar, não teria medida protetiva registrada contra ele até então. 

As investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do crime. Gente, vamos falar seriamente! Isto é um homem ou um animal? Pode ser chamado de pai? Não isto não é pai. È um animal que deve morrer na cadeia. 

Grande abraço. Saúde paz sempre! Até a próxima!

Neusa Maria Breda / Colunista