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COPA 2026

Argentina foi o que o Brasil precisava ser

16/07/2026 às 05:09

Gênio Messi faz o que Neymar jamais ousou. Argentina é o que o Brasil sonhava ser. Virada espetacular contra a covarde Inglaterra. Está na final da Copa

A Argentina faz o seu melhor jogo no Mundial. Tomou o gol e depois encurralou os ingleses. Messi, aos 39 anos, foi o grande maestro, com dois passes de gols, na virada por 2 a 1. O artilheiro de todas as Copas é o principal em assistências também. Os argentinos transformam o Mercedez-Benz Stadium na Bombonera, dos Estados Unidos, calando os ingleses que sonhavam em ver sua seleção decidir a Copa, depois de 60 anos.

Foi um massacre.

Em todos os sentidos.

Nem parecia semifinal de Copa do Mundo.

14 finalizações contra cinco.

61% de posse de bola.

A Argentina transformou a poderosa Inglaterra, de Bellingham, em um time pequeno, amedrontado, encurralado.

Depois de um lançamento espetacular de Harry Kane, Rogers cruzou para a cabeçada de Gordon, que se antecipou a Molina.

1 a 0, Inglaterra. Nove minutos do segundo tempo.

Até aí, o time que representava o país inventor do futebol jogava de igual para igual com os argentinos.

Mas foi como Lionel Messi, o melhor jogador depois de Pelé, despertou. Como se percebesse que, aos 39 anos, seria sua despedida, o último jogo em Copas do Mundo. E não poderia terminar sua trajetória perdendo para a Inglaterra, que massacrou seus compatriotas na Guerra das Malvinas.

Ele despertou. E, quando Lionel Messi reúne forças e dá o seu melhor, a energia se alastra entre os companheiros e atinge as arquibancadas de um jeito único.

E essa sinergia provocou um efeito contagiante. Incrível.

O jogo mudou radicalmente.

O técnico da Inglaterra, o alemão Thomas Tuchel, tentou evitar o inevitável. Tratou de reforçar o sistema defensivo britânico, sonhando em segurar a vantagem. Sem querer, deu o empurrão a mais que os argentinos queriam.

Messi, aos 39 anos, fez tudo o que Neymar ousou tentar. Tomou a batuta para si, com personalidade, vibração, talento, sangue, e colocou todo seu talento a favor do time. E a Argentina sufocou a Inglaterra. Não deixou os encolhidos europeus respirarem, tantas foram as bolas voando pela grande área do desesperado goleiro Pickford.

De nada adiantou a Inglaterra montar duas linhas de cinco jogadores, não deixando sequer um atacante como referência. Harry Kane virou quarto zagueiro. Era um misto de retranca com pura covardia.

Scaloni tratou de apostar todas as fichas. Messi, como falso centroavante, flutuava, onipresente, pelo ataque. Lautaro Martínez, Nico González, Enzo Fernández e Julián Álvarez atormentavam os ingleses nos cruzamentos milimétricos do camisa 10.

A Argentina foi tudo nesta Copa do Mundo o que o Brasil desejava ser.

E Messi mostrou por que será de novo o melhor deste planeta.

Todos que acompanhavam o jogo, os ingleses, a torcida no estádio de Atlanta, tinham certeza. A Argentina viraria o jogo. Para atormentar, dar ainda mais dramaticidade, Mac Allister acertou duas vezes a trave.

A justiça começou a se materializar quando Messi tocou para Enzo Fernández arrematar sem chance para Pickford. 1 a 1, aos 40 minutos.

E aos 47 minutos, o mundo assistiu, assustado, a esses espetaculares argentinos virarem mais uma partida nesta Copa do Mundo. Viu como é Ancelotti?

Com consciência e genialidade, Messi colocou a bola na cabeça de Lautaro Martínez. A cabeçada estufou as redes e encheu de orgulho quem ama futebol.

Messi se recusou a dar adeus à Copa do Mundo.

Os argentinos vão lutar pelo tetracampeonato.

Fizeram tudo o que os brasileiros jamais tentaram no território norte-americano.

Na decisão, será o coração de dez jogadores e um gênio que faz da última a sua melhor Copa.

Contra o talento de Yamal e dez espanhóis organizados como se jogassem xadrez.

O Mundial dos Estados Unidos terá a final que merece...

Mário Serafin / Fonte: R7 Notícias