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OPINIÃO

Nossa vida em tempos de desastres: climáticos, políticos e jurídicos

17/09/2026 às 15:04

Nossa vida está inserida num contexto tão complexo que nem sabemos o que vai acontecer conosco no ano que vem. Não! Nem sabemos o que vai acontecer no próximo mês. Nem neste! Nem nesta semana, nem hoje! Nem daqui a pouco!

A primeira quinzena do mês em que se inicia a Primavera foi bombástica: Conflitos políticos e jurídicos na Capital Federal, fenômeno El Niño assombrando o País, principalmente em seus Sul e Sudeste. O Rio Grande do Sul atormentado por tempestades, furacões, enchentes. E, em Santa Catarina, tudo muito parecido, inclusive nos territórios que se avizinham ao Vale do Rio do Peixe, no Meio-Oeste, e no Rio Iguaçu, no Norte e Planalto Norte de Santa Catarina. Aqui na microrregião da AMMOC não tem sido diferente: Joaçaba, Herval e Luzerna; Capinzal, Ouro e Lacerdópolis.

Enquanto isso, os acontecimentos políticos em nível de Brasília têm chamado a atenção do mundo, inclusive da Europa. As querelas com os Estados Unidos, protagonizadas por Lula e Trump, já ficaram relegadas a plano secundário. Os Bolsonaro já perceberam que ligações com aquele país só lhes causam prejuízo político. Alguém lhes mostrou que estavam entrando numa fria. Mas o que tem pegado, bravamente e gravemente, é a questão Banco Master-Daniel Vorcaro.

O levantamento de sigilos expôs todas as conexões (perigosas) com o ex-banqueiro. Na toada, o maior implicado tem sido o Ministro do STF, Alexandre de Moraes. A questão é muito séria e a República parece ruir. Os efeitos políticos disso são que a campanha do Presidente Lula sofreu abalos, pois houve queda de seus índices nas pesquisas dos diversos institutos. E a de Flávio Bolsonaro tem sido favorecida, tanto é verdade que já não existem mais as diferenças favoráveis ao Presidente da hora. A vergonha do ano fica por conta do fiasco em que transformou uma sessão do STF no dia 15, terça-feira, quando 4 ministros, Xandão, Mendes, Zanin e Dino protagonizaram um embate horroroso naquela corte, com todas as chicanes possíveis, para evitar que Moraes seja investigado na questão das relações dele com Daniel Vorcaro. Zanin, ao menos, foi educado...

Por outro lado, os desastres ambientais nos têm castigado. O caso de maior repercussão foi o do transbordamento do Rio Tigre. Invadiu a rua nas proximidades do Parque Central Ivan Oreste Bonato, a empresa Via Sul, a Feira do Produtor Rural e o Supermercado Viza. Prejuízos grandes, inclusive com o rio arrastando dois veículos automotores. 

A ação dos bombeiros, da PM, da Prefeitura, da Defesa Civil, dos funcionários das empresas e de populares foi imediata. Não houve perdas de vida e as perdas materiais serão devidamente reparadas pelos envolvidos. A imprensa, através do Rádio e dos canais de comunicação pela Internet foram importantes para a orientação da população curiosa e ávida por notícias. Estamos, todos, aprendendo com as catástrofes.

Agora, surgem as opiniões, os palpites, as sugestões para, primeiro, se amenizar os problemas e, depois, para se ter uma solução definitiva, em médio e longo prazo. Pesquisem sobre o que foi feito em Nova York para salvar a cidade da poluição e das enchentes. A catástrofe, aqui, se inicia em Nova Petrópolis e a bomba estoura aqui no Parque Central.

Há algumas coisas que eles podem fazer: primeiro, combinar com São Pedro. (Dizem que quem mente muito é pecador e o guardião do céu não gosta de mentirosos, daí ver se o candidato tem boa liga com Ele); segundo: destinarem verbas no Orçamento da União e dos Estados para construção de armazéns e câmaras firas. E, preferencialmente, com isenções na energia elétrica para ajudar. Ou oferecerem usinas eólicas ou fotovoltaicas para terem energia a baixo custo. E há todos aqueles preços que se você não for bem observador, nem perceberá que preços de outros produtos estão caros. E, ainda, que o peso de produtos que já vêm embalados está com menos peso do que sempre tiveram. É tudo legal, mas é enganação!

A alta dos preços no supermercado 

– Os hortigranjeiros estão pela hora da morte. Nesta semana, alguns produtos me chamavam à atenção: Pepino comum, 7,99, pepino japonês, 9,99, tomate, 12.99, batatinha: 7,99, Cenoura: 6,99, Chuchu, 4,99, cebola: 6,99, e assim por diante. Não adianta políticos fazerem promessas.

A Festa do Leitão de Santa Bárbara 

– Aconteceu, na comunidade de Santa Bárbara, em Ouro, na divisa com Lacerdópolis, a 24ª Festa do Leitão. Fui participante das primeiras. Foi uma idealização do então presidente local da ACCS – SC (Associação dos Criadores de Suínos de Santa Catarina) e de Osvaldo Tessaro, um dos grandes líderes da comunidade. As famílias se unem, trabalham, fazem eventos bem organizados. Inclusive, são os detentores da marca “Beija-Flor”, um clube de futebol de gloriosa história, com campo localizado no território de Lacerdópolis. Na oportunidade, pela manhã, apreciamos o show de Emanuelly e Emilly, as filhas do Leandro Poggere e da professora Janete (Saires). Os Poggere também são dos primeiros moradores de Santa Bárbara. Uma comunidade organizada, próspera e povoada por gente do bem. Parabéns!

Hilário Zortéa Filho (Hilarinho) e Vera Cristina Boff Zortéa – novos escritores capinzalenses-ourenses – Cunhados, estou com os livros de ambos. Vera era esposa do saudoso Caio Zortéa, irmão do Hilarinho. Os irmãos foram meus chefes ente 1977 e 1980 na antiga Duas Pontes, hoje município de Zortéa. Hilarinho publicou “Zortéa – uma família, dois países e vários legados”. Verinha, a Moça Bradesco, publicou Moro na Praça”. De Capinzal e Ouro para o Mundo. Parabéns!

Euclides Riquetti / Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com