01/08/2026 às 01:19
Ivonei Barbiero, presidente da AMCRED-SUL. (Fotos: Divulgação)
A Associação das Instituições de Microcrédito e Microfinanças da Região Sul do Brasil, a AMCRED-SUL, encaminhou à diretoria do Badesc um conjunto de propostas para reformular o Programa Juro Zero, mantido pelo Governo de Santa Catarina por meio da instituição. A entidade defende mudanças para ampliar o alcance da iniciativa e reforçar seu papel no desenvolvimento dos pequenos negócios catarinenses.
Segundo a associação, o programa já apresentou resultados expressivos na economia do Estado, especialmente no apoio a Microempreendedores Individuais, micro e pequenas empresas. A avaliação da AMCRED-SUL é de que, diante desse histórico, o Juro Zero pode ganhar mais efetividade com ajustes na sua estrutura.
De acordo com os dados apresentados pela entidade, as Oscips de microcrédito associadas já injetaram cerca de R$ 6,5 bilhões na economia catarinense até dezembro de 2025. O montante é resultado da contratação de mais de 1,4 milhão de operações voltadas a pequenos negócios formais e informais no Estado.
No recorte específico do Programa Juro Zero, o levantamento aponta que, entre 2011 e dezembro de 2025, foram realizadas mais de 192 mil operações. Nesse período, o programa teria destinado R$ 715 milhões exclusivamente aos microempreendedores individuais.
Entre as propostas apresentadas ao Badesc estão a criação de um projeto de lei para tornar o Programa Juro Zero permanente, a ampliação do valor máximo contratual de R$ 5 mil para até R$ 8 mil ou R$ 10 mil e o parcelamento em 10 ou 12 meses, com as duas últimas parcelas subsidiadas.
A lista inclui ainda a manutenção de uma taxa efetiva de juros de 3,1% ao mês e a possibilidade de até três operações de crédito por CNPJ, desde que não ocorram de forma concomitante. Segundo a AMCRED-SUL, os pontos foram definidos com base nas sugestões das Oscips que atuam no programa em Santa Catarina.
O presidente da AMCRED-SUL, Ivonei Barbiero, afirmou que as medidas foram pensadas para tornar os efeitos econômicos e sociais do programa mais fortes no Estado. Para ele, o objetivo é consolidar uma política pública voltada ao empreendedorismo, especialmente ao MEI, considerado um dos pilares da economia catarinense.
A entidade sustenta que o fortalecimento do microcrédito pode gerar mais desenvolvimento para os pequenos negócios e ampliar o acesso ao financiamento em um cenário de grande importância para a atividade empreendedora em Santa Catarina.
Mário Serafin / Fonte: ASCOM AMCRED SUL
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