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OPINIÃO

Foram eles!

20/06/2026 às 21:26

1- O PT lançou, na terça-feira, 16, uma espécie de treinamento para militantes petistas e apoiadores de Lula interessados em atuar na campanha do presidente da República nas redes sociais. Segundo o partido, o objetivo é “organizar a militância digital” e “fortalecer a defesa da democracia”. 

Que interessante, não acham?

Na prática, o evento serviu de palco para que o deputado Janones ensinasse métodos de disseminação e formas de enganar eleitores nas redes. Ele ensina com a maior cara de pau seus métodos mentirosos!

O ponto principal deste senhor é inventar coisas que parecem verdadeiras e não precisa falar a verdade, só precisa inventar uma história que pareça verdadeira e pronto. 

As malandragens ensinadas por Janones estava nos termos “pode”!

Bolsonaro pode nomear Collor ministro, como poderia nomear o próprio Lula, na lógica de Janones. Como ele falou que Bolsonaro “pode”, a conclusão de que isso seria possível fica a cargo do eleitor que cai na armadilha.

Vejam como faz: 

“Liguei pros meus assessores e falei: imprime pra mim! Assim achei muitas imagens do Lula e do Bolsonaro com o Color imprime colorido para aparecer foto me entregar: em cinco minutos eu abri uma live falei urgente e consegui aqui exclusiva as fotos que comprovam a ligação do Bolsonaro com o Color. Tá aqui as fotos e se o Bolsonaro fosse reeleito presidente ele poderá nomear o Collor ministro. E poderia mesmo, não tem nada que impediu. Então, não era uma mentira”, disse Janones.

Que tal? 

O mesmo método foi usado por Janones num episódio em que ele anunciou que iria divulgar conteúdo do celular de Gustavo Bebianno, ex-ministro de Jair Bolsonaro. A forma utilizada pelo deputado sugeria que ele tivesse algo bombástico, mas, na verdade, os tais conteúdos eram irrelevantes e serviram apenas para ele criar desinformação. 

O PT e a esquerda foram pioneiros na fábrica de fake news e de desinformação nas redes, com os famosos blogs sujos financiados com dinheiro público nos governos de Lula e Dilma Rousseff. 

Não há nada novo no Front. 

Com o avanço das redes, essa estratégia migrou para as plataformas digitais, sendo aperfeiçoada pela direita bolsonarista. Muito fácil, não? 

O que chama a atenção é a naturalidade com que o PT trata as desinformações e as fake news como método de militância. Eles não estão nada aí.

Que exemplo este partido do presidente da República tem a dar ao país sobre como “defender a democracia espalhando desinformação”. 

E o que é pior é o nada diferente do que faz o bolsonarismo. Triste sina!

2- Nada muda!

Incrível mesmo! Dizem as más línguas que Lula está gastando 1,4 bilhões de reais por dia nesta temporada eleitoral. 

E vejam bem: aumenta-se as despesas e se utilizando dos subsídios financeiros que por manobras governistas ficam as margens do Orçamento. 

Como ficam as contas públicas? Isto depois a gente vê!!! Talvez um dia!!!

Se pensarmos na dimensão desses gastos extras em plena temporada eleitoral foi levantada pelo economista Marcos Mendes. Ao pesquisar 33 medidas anunciadas pelo governo entre janeiro e maio, ele encontrou 215 bilhões de reais em aumento de despesas e redução de receitas fora dos padrões de controle fiscal. 

É despesa bilionária que avança num ritmo significativo: gastos extras de 58 milhões de reais por hora, média de 970 000 reais por minuto.

Pelo amor dos meus netinhos! Isto é demais l 

Temos que pensar que esta dinheirama sustenta as ofertas governamentais direcionadas a segmentos relevantes do eleitorado, como pessoas endividadas, estudantes carentes, motoristas de caminhão, de táxi, motoqueiros e muitos outros 

Isto também financia subsídios ao consumo de combustíveis nos postos de abastecimento, na produção industrial e no agronegócio, para mitigar o impacto da alta de preços do petróleo.

Quem quiser pode acreditar em mera coincidência entre o descontrole nas contas e os objetivos da campanha para reeleição presidencial. A capacidade de se iludir pode ser uma valiosa ferramenta de sobrevivência. 

Na vida real, Lula repete Jair Bolsonaro, a quem criticava por torrar cerca de 300 bilhões de reais em 2022 durante a campanha de reeleição, e mesmo assim perdeu.

Há meses, Lula gasta como Bolsonaro na tentativa de mudar suas taxas de rejeição e de avaliação negativa do governo. Conseguiu muito pouco até agora. 

Continua rejeitado por mais da metade dos eleitores apesar de Flávio estar enrolado no caso de fraude financeira bilionária do Banco Master. O candidato do Partido Liberal avança na direção dos dois terços de repúdio, liderança nesse campeonato para o adversário Flávio Bolsonaro.

O eleitorado se mantém ácido na crítica à gerência da economia. Sete em cada dez seguem achando que seu poder de compra diminuiu em relação há um ano. 

Esse quadro pode piorar, porque a comida, cada vez mais cara, representa um novo problema eleitoral para Lula. Na cidade de São Paulo os preços dos alimentos aumentaram (3,9%) entre janeiro e maio.

Preços dos alimentos em alta persistente e sempre é notícia ruim para qualquer presidente principalmente durante uma temporada de caça a votos para reeleição. 

Há quem veja o país encalacrado nas contas públicas que imobiliza o governo e corroí as perspectivas de desenvolvimento. 

Como diz um ex-deputado federal: “Nunca fui um ortodoxo fiscalista, cabeça de planilha, mas estamos empurrando a crise com a barriga e perseguindo um horizonte medíocre. Precisamos crescer e investir em infraestrutura 20% do Produto Interno Bruto por ano. No entanto, seguimos perdidos num labirinto de problemas fiscais individualmente crescentes, à insegurança jurídica e à baixa produtividade. É receita de asfixia nacional, lenta, gradual e segura. 

Se continuar assim estamos mortos! Peço a Deus que nos ajude!

Entretanto o pacote de bondades eleitorais do governo Lula já bateu “apenas” 190 bilhões de reais só neste ano.

Que tal? Este pessoal não tem noção de nata!

Mas o governo Lula fez da renegociação de dívidas uma de suas bandeiras eleitorais, por meio da reedição do programa Desenrola, direcionado a um eleitorado que os lulistas tentam conquistar.

Além disso, a previsão é de que a terceira passagem do petista pelo Palácio do Planalto termine com o acréscimo de até 14 pontos percentuais na dívida pública, que pode chegar a 86% do PIB.

É nesse contexto que o Brasil parte para mais uma eleição neste ano, quatro anos depois de parte da população ter chegado ao fim do processo eleitoral com o sentimento de que algo errado ocorreu.

A desconfiança sobre a urna eletrônica é apenas a parte mais visível e simplória desse sentimento, que, por mais que seja alimentado como estratégia eleitoral por um grupo político, não deve ser desconsiderado pelas autoridades na hora de organizar e mediar o processo de votação.

Ao enxergar risco apenas nos algoritmos e nos criadores da tecnologia, os reguladores se arriscam a se tornam um problema ainda maior do que aqueles que eles alegam tentar solucionar ou evitar.

Até quando meu Deus? 

Grande a afetivo abraço! Saúde e paz sempre!

Até a próxima!!!

Neusa Maria Breda / Colunista