18/09/2026 às 13:32
Presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, em coletiva de imprensa (Fotos: Nayara Santos - Estagiária da RCN Online e ADJORI/SC)
Documento reúne propostas do setor produtivo para os próximos quatro anos e aponta desafios em áreas como logística, educação, infraestrutura e carga tributária
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) recebeu nesta sexta-feira (18), na sede da entidade, em Florianópolis, candidatos ao Governo do Estado para a entrega da Carta da Indústria de Santa Catarina. O documento reúne propostas construídas a partir de demandas apresentadas pelo setor produtivo e estabelece uma agenda para o período de 2027 a 2030. Participaram do encontro João Rodrigues, Jorginho Mello e Ralf Zimmer.
A carta foi elaborada a partir de uma escuta realizada junto a sindicatos industriais, vice-presidências regionais, conselhos setoriais e temáticos da FIESC e equipes técnicas da Federação e de entidades como SESI, SENAI, IEL e CIESC. O documento organiza as demandas em dez áreas, entre elas desenvolvimento econômico, inovação, educação, saúde, meio ambiente, logística e infraestrutura, segurança pública, comércio exterior e setores produtivos.
Durante coletiva de imprensa durante o encontro, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou que a entidade pretende manter o documento atualizado e disponibilizar sua estrutura técnica para contribuir com a gestão estadual.
“A FIESC tem uma escuta em todas as cidades, toda a indústria tem o seu sindicato e nós temos essa grande escuta. Nós temos mais de 90 pontos que estão impactando no desenvolvimento, na competitividade da indústria. Nós dividimos em dez grandes temas, tipo infraestrutura, educação, inovação, meio ambiente”, afirmou.
Segundo Seleme, a proposta é que as demandas apresentadas sirvam como referência para decisões relacionadas ao desenvolvimento do Estado. “A nossa carta é dinâmica, a gente vai atualizar ela sempre. (...) Colocamos toda a nossa equipe, nosso observatório aqui para ajudar quem for, o nosso próprio governante, ajudar ele a fazer Santa Catarina crescer mais”, disse.
Entre os pontos destacados pelo presidente está a logística. Ele citou problemas relacionados às rodovias, portos e à falta de uma malha ferroviária capaz de atender às necessidades do setor produtivo. Para Seleme, são investimentos que precisam ser tratados como projetos de Estado, devido ao prazo e ao volume de recursos necessários.
Outro eixo mencionado foi o desenvolvimento regional, com demandas relacionadas à moradia e à disponibilidade de mão de obra. A educação também foi apontada como uma área que precisa de avanços, com atenção à formação técnica para atender às necessidades da indústria.
“Não precisamos só de pessoas formadas em faculdades para a indústria. Nós precisamos de técnicos, nós precisamos que o SENAI esteja junto”, afirmou.
Seleme também mencionou desafios relacionados ao fornecimento de energia, ao custo do gás e à infraestrutura dos municípios. Na avaliação apresentada pelo presidente da FIESC, a expansão da indústria em algumas regiões também exige planejamento conjunto entre municípios e Estado.
Mário Serafin / Fonte: RCN
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