Portal Cidadela

OPINIÃO

Está impossível acreditar!

08/04/2026 às 17:46

1- A queda

Até o final do ano passado, o cenário político do Distrito Federal era previsível. O governador Ibaneis Rocha sairia de seu posto para disputar uma das duas vagas no Senado com praticamente 100% de chances de se eleger. 

No lugar dele, assumiria a vice, Celina Leão, candidata à reeleição em outubro, apoiada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, favoritíssima à outra vaga no Senado

Esta aliança considerada imbatível, que reuniria no mesmo palanque o MDB do governador, o PP da vice e o PL da ex-primeira-dama. O escândalo do Banco Master alterou substancialmente esse roteiro. 

No sábado 28, o governador renunciou ao cargo, confirmou a disposição de concorrer ao Congresso, mas a situação dele, além de desconfortável, agora é, acima de tudo, incerta. 

Ele fez “poucas coisas” como investigações do maior golpe financeiro da história, Ibaneis foi abandonado pelo PL e graças a Deus, não é considerado mais favorito absoluto e está sendo pressionado a alterar os próprios planos. O panorama também se complicou para a nova governadora. 

Na segunda passada, ao tomar posse no cargo, Celina pediu o afastamento dos executivos do Banco de Brasília. De acordo com as investigações da Polícia Federal, o BRB comprou carteiras de crédito e títulos podres do Master, gerando um prejuízo de 12 bilhões de reais. Que tal? Tem que levar para aprender!

As irregularidades no negócio são tão flagrantes que uma simples conferência realizada em alguns cadastros já encontrou, entre outros absurdos, “clientes” com mais de 120 anos de idade que contraíram empréstimos consignados. Pelo amor de Deus. Este pessoal tem que apanhar muito! 

A nova governadora quer se manter o mais distante possível do escândalo. Ela garante e realmente não há até agora qualquer evidência em contrário, que não teve nenhuma ingerência nas negociatas entre o BRB e o Master e que fará o que for necessário para apurar as responsabilidades. “Deixo claro que não participei da decisão, nem sequer fui consultada sobre o assunto. Esse governo não será obstáculo, será garantidor de todas as respostas”, ressaltou. Tomara!

O problema da governadora está no campo político e as investigações do escândalo do Master já revelaram que o dono do banco, Daniel Vorcaro, mantinha em sua órbita autoridades de vários escalões, particularmente congressistas. Um dos melhores amigos do banqueiro, por exemplo, é o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, partido de Celina. 

Documentos apreendidos pela polícia revelaram que, certa vez, o banqueiro chegou a reservar um helicóptero para levar o senador a uma corrida de Fórmula 1 em São Paulo e poderia também abriu alguma porta para as tramoias do Master. 

 Dias antes, Ciro havia apresentado no Congresso uma emenda apresentado no Congresso ampliando o limite do Fundo Garantidor de Créditos . A proposta, que não foi aprovada, beneficiava o Master. 

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro, o candidato ao Planalto, e de Michelle, candidata ao Senado, também ativou o modo espera. Além de suspender o apoio à pré-candidatura de Ibaneis, a legenda vai aguardar o desenrolar das investigações para saber se mantém a aliança com Celina. Essa parceria é considerada decisiva para as pretensões da vice-governadora.

Pesquisas mostram que os brasilienses têm se alinhado majoritariamente ao campo da direita. Em 2022, Ibaneis, com a bênção do ex-presidente da República, conquistou o Palácio do buriti no primeiro turno enquanto Bolsonaro teve 58% dos votos válidos no Distrito Federal. Sem esse eleitorado, Celina corre riscos.

Temos que ter cuidado imagine esta gente! 

2- Que vergonheira!!

Não sei o que está acontecendo neste país! 

Pior que se pense e se atuem a gente não aceita porque sempre se facem de honestos. Será que sabem o significado de honesto? 

Vamos lá! Inicialmente temos uma meta a ser seguida, realmente desafiadora: descobrir onde foram parar mais de 4 bilhões de reais furtados dos idosos. A meta era desafiadora e depois de seis meses de trabalho muitos depoimentos, quebras de sigilo e por aí vai e o que aconteceu? Nada! 

 Foi um retumbante exemplo de nada!

Isto já aconteceu antes! A CPMI foi alvo de sabotagem! 

 A bancada do governo majoritariamente, em maioria, inviabilizou linhas importante de investigação que poderiam atingir o Planalto, particularmente o presidente da República. 

Também tinha o Frei Chico, irmão de Lula, mesmo como dirigente nunca foi ouvido como aconteceu com o Lulinha que mantinha relações com um dos líderes da quadrilha. Isto ficou muito pior quando se soube que um ex-assessor do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, recebeu 3 milhões de reais de uma empresa ligada às fraudes. 

Confusão de lá para cá, mas prevaleceu a maioria da bancada. Ligadas ao senador e mais uma vez a participação de figurões na trama e não pôde ser esclarecida.

Sempre aprendemos que a melhor forma de chegar aos criminosos é seguir o dinheiro roubado. Os parlamentares aprovaram a quebra do sigilo bancário do filho do presidente e de ex-dirigentes do banco Master, instituição que mantinha uma carteira de empréstimos fraudulentos a aposentados, mas o Master foi liquidado, deixando um rombo no mercado superior a 50 bilhões de reais. 

Pouca coisa, não acham? 

Daniel Vorcaro, o dono do banco, mantinha uma extensa teia de relações e contatos com magistrados e políticos, especialmente no Congresso e isto facilitou seus negócios quase sempre negócios escusos. Muitas vezes comprou-se títulos podres do Master, gerando um prejuízo de 400 milhões de reais aos aposentados do estado. 

Os parlamentares então recorreram ao Supremo Tribunal Federal que decidiu que a prorrogação era um ato que cabia ao presidente do Congresso. Resultado: também não foi possível seguir o dinheiro!!

A verdade é que os escândalos do INSS e do Master são altamente radioativos. Isso explicaria o empenho do presidente do Congresso em abreviar ou mesmo evitar novas investigações

A verdade é que os escândalos do INSS e do Master são altamente radioativos. Isso explicaria o empenho do presidente do Congresso em abreviar ou mesmo evitar novas investigações.

Estes cuidados que ele também tem tomado em relação à criação de uma CPI para investigar o Master.

A verdade é que os escândalos do INSS e do Master são altamente radioativos. Isso explicaria o empenho do presidente do Congresso em abreviar ou mesmo evitar novas investigações.

Estes cuidados que ele também tem tomado em relação à criação de uma CPI para investigar o Master.

Sorteado para relatar o caso, o ministro Kassio Nunes Marques ainda não se manifestou mas é provável que a decisão dele seja contrária às pretensões dos parlamentares, o que sepultaria definitivamente a possibilidade de uma investigação congressual da maior fraude financeira da história.

Salve-se quem puder!

Desde então, as investigações congressuais foram perdendo tração e credibilidade. A CPMI do INSS é o exemplo acabado. O plenário da comissão foi transformado num ringue de disputa política entre governo e oposição. Durante seis meses, quem se aventurou a acompanhar o trabalho dos deputados e senadores ouviu gritarias e xingamentos e testemunhou cenas lamentáveis de baixaria explícita. Dar uma satisfação mínima aos idosos que ficaram sem um pedaço de suas aposentadorias, ao que parece, era a última das prioridades.

Pode isto? Claro que não! 

As comissões de inquérito já tiveram um papel decisivo na história política brasileira. Em 1993, a CPI do Orçamento desvendou um esquema que funcionava dentro do Congresso, manipulando verbas que acabaram no bolso de deputados e senadores.Estes tiveram os mandatos cassados.

 A CPMI dos Correios, em 2005, mostrou uma organização criminosa que usava dinheiro público para subornar políticos o chamado mensalão. A descoberta levou para a cadeia auxiliares do então presidente Lula, parlamentares e empresários.

Desde então, as investigações congressuais foram perdendo tração e credibilidade. A CPMI do INSS é o exemplo acabado. O plenário da comissão foi transformado num ringue de disputa política entre governo e oposição. Durante seis meses, quem se aventurou a acompanhar o trabalho dos deputados e senadores ouviu gritarias e xingamentos e testemunhou cenas lamentáveis de baixaria explícita. 

Acredito que dar uma satisfação mínima aos idosos que ficaram sem um pedaço de suas aposentadorias, ao que parece, era a última das prioridades.

Esta gente não tem vergonha na cara! Um dia eles terão que pagar!

Grande e afetuoso abraço! Saúde e paz sempre! 

Até a próxima que virá!

Neusa Maria Breda / Colunista