Portal Cidadela

BR 282 OESTE

DNIT confirma avanço dos projetos para duplicação da BR-282 em Santa Catarina

03/07/2026 às 02:15

Trecho entre Chapecó e Irani é o mais adiantado e deve ter os projetos concluídos em setembro.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) confirmou no dia de ontem, quinta-feira, dia 2, que estão contratados os projetos de duplicação da BR-282 em 13 lotes, no trecho entre São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste catarinense, e Palhoça, na Grande Florianópolis. A informação foi repassada ao Centro Empresarial de Chapecó (CEC) após as audiências públicas promovidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que discutiram a concessão de trechos das rodovias BRs-153, 282, 470 e 480.

Segundo o Dnit, os primeiros projetos de engenharia devem ser concluídos no próximo semestre. Entre São Miguel do Oeste e Lages, na Serra, quatro projetos executivos já estão em andamento, abrangendo 427 quilômetros de rodovia, com recursos garantidos.

Um dos trechos considerados prioritários pelo setor produtivo é o que liga Chapecó a Irani, no Oeste. De acordo com o Dnit, esse lote é o mais avançado e deve ter os estudos e projetos de engenharia finalizados em setembro deste ano.

"Proteção de vidas"

O presidente do Centro Empresarial de Chapecó, Helon Antônio Rebelatto, destaca que a BR-282 é uma das principais rodovias de Santa Catarina, ao lado das BRs-470 e 101. A estrada liga a divisa com a Argentina à capital catarinense, passando por diversas regiões do Estado.

“Entendemos que a BR-282 precisa ser duplicada integralmente e, considerando a indefinição do governo federal em investir, é possível que somente vamos ter uma rodovia da forma como queremos e com a devida conservação mediante a concessão, mas ela não pode ser em pequenos trechos”, argumenta o presidente.

O presidente do CEC também defende que a cobrança de pedágio só será justa se o governo federal executar antes a duplicação dos trechos mais críticos. Entre eles está o segmento entre Chapecó e o trevo de Irani, que recebe cerca de 16 mil veículos por dia, sendo 35% de carga pesada, além de registrar um elevado número de acidentes.

"Então, tanto para o desenvolvimento econômico quanto para a proteção de vidas, precisamos que seja duplicado o quanto antes”, expressa o empresário", afirma Helon Rebelatto.

Mário Serafin / Fonte: DNIT/CEC