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SINISTRO

Decisão de Fachin, Presidente do STF, favorece Alexandre de Moraes e Flávio Dino

09/09/2026 às 14:49

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Também foi suspensa a decisão de Flávio Dino que os reintegrou aos cargos.

Neste caso, se suspendeu a decisão de Mendonça, é o mesmo que apoiar a decisão de Flávio Dino.

Edson Fachin também levou para si a relatoria de investigações do chamado "Inquérito das Fake News" e suspendeu "todo e qualquer procedimento" de investigação contra integrantes do STF.

Neste segundo caso, Fachin não anulou as decisões que Alexandre de Moraes impetrou contra várias entidades e pessoas, como fez com André Mendonça. O que na verdade fez, foi um favor para Moraes que só usava o inquérito para perseguir os adversários políticos de Direita.

Enquanto isso, o Diretor da PF, indicado por orientação de Flávio Dino, quando ministro da justiça de Lula, vai permanecer, fazendo mais política nas investigações do que trabalhando com serenidade.

A frase dita pelo próprio atual Ministro do STF, Flávio Dino, Andrei está lá para proteger Lula e seus partidários. É bom lembrar que Fachin, Dino e cia (sete no total de 10 atuando) foram indicados por governos do PT. Fácil de entender... 

ANTERIORES:

FACHIN CANCELA SESSÃO DO PLENÁRIO APÓS DINO DERRUBAR AFASTAMENTO DE ANDREI E ESTAMPAR A DESORDEM COMPLETA NO STF 

O presidente do STF, Edson Fachin, cancelou a sessão do plenário marcada para esta quarta-feira, após o ministro Flávio Dino determinar a volta de Andrei Rodrigues à direção da PF, revertendo a decisão de André Mendonça que havia afastado o chefe da corporação. 

O cancelamento escancara a impotência de Fachin para impor ordem em um tribunal que se tornou um campo de batalha entre ministros que se anulam em decisões monocráticas, sem nenhum respeito à hierarquia ou ao colegiado. A crise, que já opõe Mendonça e Moraes, agora se estende a Dino, que age como bombeiro para proteger o núcleo do poder enquanto a credibilidade do STF se desfaz a cada novo capítulo.

A decisão de Dino de reintegrar Andrei, menos de 24 horas após o afastamento, é uma afronta à autoridade de Mendonça e evidencia que a lei é usada como arma política na Corte. Enquanto Mendonça acusa a PF de monitoramento ilegal para beneficiar Moraes, Dino argumenta que a remoção do diretor-geral comprometeria investigações urgentes – mas sua verdadeira motivação é conter os avanços do relator do caso Master e proteger os aliados de Moraes. O gesto dos diretores da PF de apoiar Andrei, somado à anulação de Dino, mostra que a corporação se tornou um ator político, e não uma instituição subordinada à lei.

O cancelamento da sessão é a rendição de Fachin à anarquia instalada no STF. O presidente da Corte, que deveria ser o guardião da integridade do tribunal, prefere adiar o confronto a enfrentar a guerra interna que já contamina a eleição e a economia. O Brasil assiste a um espetáculo de autodestruição do Judiciário, onde a busca por justiça é substituída por disputas de poder, e a confiança na instituição se desfaz em praça pública.

Tudo dominado

Vídeo em que Dino garante a Lula uma PF “a serviço da sua causa” viraliza após decisão polêmica. Fala é de setembro de 2023, na formatura da Academia Nacional de Polícia, quando Dino era ministro da Justiça — o mesmo que anunciou o nome de Andrei Rodrigues para a direção-geral da PF em 2022.

Se faz urgente uma posição da OAB, se é que existe sem interesse político.

Malu Gaspar detona Dino por interferir num caso que não é relator.  Para ela, o ministro está aumentando o clima de bang bang no supremo e tentando tumultuar ainda mais o cenário.

William Waack: A crise no Supremo só aumenta, enquanto o Judiciário enfrenta uma crescente perda de confiança e os reflexos dessa crise já alcançam os chefes dos outros Poderes. Diante de tantos questionamentos, o Brasil precisa de respostas, transparência e respeito à Constituição. Afinal, quem realmente está desonrando a toga?

Imprensa

A decisão de Flávio Dino de reintegrar Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal, um dia após André Mendonça determinar seu afastamento, provocou novos questionamentos nas redes sociais. A Segunda Turma do STF havia formado maioria para manter a decisão de Mendonça, com votos de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques, mas o julgamento foi interrompido por pedido de vista de Gilmar Mendes. 

Diante da reviravolta, um internauta levantou uma questão: “Que critérios um ministro pode passar por cima da decisão da maioria? Então, pela lógica, Mendonça sozinho pode anular a condenação do Bolsonaro?”

O questionamento faz uma comparação entre os dois episódios. Na prática, porém, uma decisão individual de Mendonça não significaria automaticamente que ele poderia anular a condenação de Bolsonaro. A condenação do ex-presidente foi tomada pela Primeira Turma do STF e, segundo o próprio Supremo, já transitou em julgado. Existem instrumentos jurídicos específicos para tentar revisar uma condenação definitiva, mas isso não equivale a simplesmente um ministro “dar uma canetada” e anulá-la. 

A discussão ganhou força justamente porque Dino afirmou, ao reintegrar os diretores da PF, que a decisão de Mendonça havia interferido em competências de outros ministros e do próprio plenário da Corte. A decisão de Dino é liminar e deverá ser submetida ao plenário do STF. 

Fonte: / STF, Agência Brasil, Reuters e publicação de internauta nas redes sociais.