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CORRUPÇÃO

Crise no STF se agrava, e Mendonça pede afastamento de Moraes

04/09/2026 às 02:40

Por Alexandre Garcia, Jornalista

A crise dentro do Supremo Tribunal Federal subiu mais um degrau nesta quinta-feira (3). Segundo apuração de Natuza Nery, da GloboNews, o ministro André Mendonça pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, o afastamento de Alexandre de Moraes do STF.

A iniciativa ocorreu poucas horas depois de Moraes encaminhar a Fachin um pedido para que fosse instaurada investigação contra o próprio Mendonça. Na petição, Moraes apontou “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos na condução das investigações relacionadas ao caso Master e à Operação Sem Desconto.

O conflito se intensificou depois que Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens e contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master.

E o presidente do Supremo decidiu colocar os fatos sob exame. Fachin instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias relacionadas ao caso e determinou que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos.

O que se vê agora é algo incomum: ministros da mais alta Corte do país passaram a apresentar acusações e pedidos de providências um contra o outro, enquanto o próprio presidente do Supremo precisa reunir informações para tentar esclarecer o conflito.

A pergunta que fica é inevitável: quando a crise chega ao ponto de um ministro pedir o afastamento de outro e, simultaneamente, esse outro pedir investigação contra ele, quem deve estabelecer os limites?

O caso Master deixou de ser apenas uma investigação sobre um banco. Tornou-se também um teste para o próprio Supremo — e para sua capacidade de investigar a si mesmo com transparência, imparcialidade e respeito às regras que valem para todos.

Nikolas Ferreira vai ao STF pedir prisão preventiva de Moraes: tem que ser investigado e preso

O deputado federal Nikolas Ferreira anunciou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal para pedir a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, além de afastamento cautelar e prisão preventiva. O parlamentar afirmou haver risco de fuga. O pedido ocorre após André Mendonça derrubar o sigilo do relatório da Polícia Federal sobre o caso Banco Master. Fonte: Veja.

OAB Paraná pede afastamento cautelar de Alexandre de Moraes e suspeição de Paulo Gonet

Seccional paranaense aponta grave crise institucional decorrente da Operação Compliance Zero e solicita convocação extraordinária do Conselho Federal da OAB

A OAB Paraná se manifestou nesta quarta-feira (3) para solicitar o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes do exercício de suas funções, o reconhecimento da suspeição do Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, nos casos correlatos ao caso Master, e a convocação imediata de uma Sessão Extraordinária do Conselho Federal da OAB Nacional. As medidas foram detalhadas em documento formulado pelo Conselho da OAB Paraná, em sessão extraordinária e votação unânime, em meio à grave crise institucional deflagrada pela Operação Compliance Zero, cujo relatório da Polícia Federal foi tornado público por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Esta Seccional reafirma seu compromisso com as garantias individuais dos envolvidos e zela pelo direito de defesa do Ministro e do Procurador-Geral com o mesmo rigor com que defende o de qualquer cidadão. Mas a garantia de defesa e a permanência no exercício de funções sensíveis ao caso concreto são coisas distintas”, diz o documento.

A entidade reforça a necessidade de posicionamento institucional diante das revelações. “Ressalta-se que, acima dos interesses pessoais, estão as instituições da República. A preservação da autoridade do Poder Judiciário e do Ministério Público, neste caso, não pode ficar comprometida pela desaconselhável permanência das autoridades envolvidas, que compromete as investigações e coloca em risco a credibilidade do Sistema de Justiça”, declara.

Assessoria de Imprensa - GBR Comunicação – por Fabíola Souza

Fontes: / Alexandre Garcia, Jornalista e Veja