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OPINIÃO

CLÃ BOLSONARO: INIMIGOS DO BRASIL!

06/08/2025 às 23:34

*Luis Fernando F Costa (advluisfernando42019@gmail.com)

AFIRMO, com todas as LETRAS: O Clã Bolsonaro é inimigo do BRASIL! Esses falsos “patriotas” que estão mais para “patetas”, estão causando um prejuízo IMENSO ao POVO E AS EMPRESAS, simplesmente porque desejam “benesses” para o chefe do Clã, quando pleiteiam ANISTIA AMPLA GERAL E IRRESTRITA. Ora, uma organização criminosa, no dizer da Procuradoria Geral da República, que atuou FORTEMENTE para tentar um GOLPE DE ESTADO que só não foi consumado porque o Comandante da VERDE OLIVA não aderiu,  o da Aeronáutica titubeou, mas não ADERIU, e só houve adesão do Comandante da Marinha.

A trama golpista planejou várias manobras que culminariam com o GOLPE, inclusive com o ASSASSINATO frio de autoridades da REPÚBLICA, entre as quais o Presidente recém-eleito, o Vice-Presidente e o Ministro Alexandre de Moraes, mas, que, possivelmente, teria outros alvos na sequência, até porque mais da metade da população iria se insurgir contra tal GOLPE e muitas vidas seriam ceifadas como ocorreu em 1964.

Quem fala em “liberdade” ou a falta dela, certamente não viveu e conviveu com os anos de CHUMBO (1964/1985) ou, se viveu naquela época, deve estar com amnésia ou se beneficiou da Ditadura.

Li e reli dois artigos, entre muitos, que falam sobre os inimigos do Brasil, atualmente, ser os membros do Clã Bolsonaro e seus aliados, sejam Governadores, Deputados, Senadores e/ou apoiadores, como por exemplo o energúmeno que matou o GARI em CONTAGEM-MG, cujas redes sociais denunciam sua predileção pelo bolsonarismo. Aliás, 90% dos crimes contra a VIDA, tem o protagonismo de simpatizante do bolsonarismo, pois esse Clã pregou e continua pregando o ÓDIO entre as pessoas. As falas do chefe do Clã sempre foram de beligerância, de intolerância, de agressividade, de falta de respeito. O Mundo da Web está lotado das frases ditas por tal pessoa que, na maioria das vezes, é pregando o ÓDIO e o DESRESPEITO, inclusive contra os “DIREITOS HUMANNOS”, mas agora estão em busca dos DIREITOS HUMANOS para os golpistas. Tenho profunda PENA dos 4.000 (quatro) mil manifestantes que foram “MASSA DE MANOBRA” para o Clã nos desvarios da terra plana. Dentre os 4.000 que estavam na manifestação, cerca de 1.600 foram com o efeito “manada” e depredaram o Patrimônio Público, entre os quais uns DUZENTOS quiseram “aparecer” nas redes sociais e, por isso, fizeram prova contra si mesmo e foram condenados com penas mais gravosas.

Segundo divulgou o Supremo Tribunal Federal (STF), já foram responsabiliadas, até 12 de agosto de 2025, 1.190 pessoas pelos atos antidemocráticos cometidos no dia 8 de janeiro de 2023. Ao todo, 638 pessoas foram julgadas e condenadas e outras 552 admitiram a prática de crimes menos graves e fizeram acordo com o Ministério Público Federal (MPF).

Os dados mostram que das 638 condenações, 279 foram por crimes graves — tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público — e outras 359 por crimes menos graves — incitação e associação criminosa. Também foram absolvidas 10 pessoas. Até o momento foram abertas 1.628 ações penais no STF, sendo 518 relacionadas a crimes graves e outras 1.110 por crimes menos graves. Delas, ainda estão aptas a julgamento 112 ações, que devem ser analisadas nos próximos meses, e as demais estão em fase de instrução processual. Até o momento, do total, 131 ações foram extintas por cumprimento da pena.

Neste momento, 29 pessoas estão presas preventivamente e 112 cumprem prisão definitiva, ou seja, com julgamento já encerrado e em fase de cumprimento da pena. Outras 44 pessoas — investigadas ou acusadas — estão em prisão domiciliar, com ou sem tornozeleira eletrônica.

Acordos - Já foram homologados pelo STF 552 Acordos de Não Persecução Penal (ANPP). O ANPP foi oferecido aos réus que respondiam unicamente pelos delitos de incitação ao crime e associação criminosa, considerados de menor gravidade. Eles estavam acampados em frente aos quartéis, mas não há provas de que tenham participado da tentativa de golpe de Estado, de obstrução dos Poderes da República e nem de dano ao patrimônio público.

Condições - Além de confessar os crimes, os réus se comprometeram a prestar serviços à comunidade ou a entidades públicas, a não cometer delitos semelhantes nem serem processados por outros crimes ou contravenções penais, além do pagamento de multa de R$ 5 mil reais. Eles também estão proibidos de participar de redes sociais abertas até o cumprimento total das condições estabelecidas no acordo. Além disso, terão que participar de um curso sobre Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado.

A indenização por danos morais coletivos — o custo da destruição nos prédios públicos — é de, no mínimo, R$ 30 milhões. Esse valor será quitado de forma solidária por todos os condenados por crimes graves, independentemente do tamanho da pena.

Extradições – O Supremo Tribunal Federal solicitou até o momento a extradição de 61 pessoas, em casos que correm neste momento sob sigilo. (Fonte: STF)

Vejamos o artigo do Pós Doutor THIAGO MODENESI, publicado no Jornal Do Dia SE (Sergipe)!

Faltou mais coragem ao editorial da Folha de S. Paulo de 31 de julho deste ano intitulado “Eduardo Bolsonaro, inimigo do Brasil” ao não incluir seu pai, irmãos e madrasta no título, contemplando todo o clã que tem servido aos interesses imperialistas e ultradireitistas dos EUA governado por Donald Trump. A acusação de serem inimigos do Brasil pode até parecer grave, mas quando analisamos a trajetória internacional e as ações recentes do clã Bolsonaro, especialmente sua subserviência ideológica e política aos Estados Unidos de Donald Trump e ao trumpismo, o termo ganha uma perturbadora ressonância. Trata-se de uma postura que não apenas desprezou os interesses nacionais, mas ativamente minou a soberania e o bem-estar do país em prol de uma agenda externa e de salvaguardas pessoais.

O governo Jair Bolsonaro (2019-2022) foi marcado por um alinhamento internacional sem precedentes com os EUA, calcado não em estratégia pragmática, mas em afinidade ideológica e adesão cega ao então presidente norte-americano. Este alinhamento se manifestou em equívocos estratégicos profundos. (Este articulista diz: batendo continência para a Bandeira Americana).

Para agradar ao governo Trump e a setores ruralistas brasileiros, Bolsonaro promoveu um desmonte sistemático das políticas de proteção ambiental e das agências fiscalizadoras (Ibama, ICMBio). O aumento recorde do desmatamento e das queimadas na Amazônia manchou irreparavelmente a imagem do Brasil no mundo, nos isolando diplomaticamente e ameaçando acordos comerciais cruciais (como o potencial União Europeia-Mercosul).

A soberania sobre a Amazônia foi invocada retoricamente, mas na prática, a gestão foi entregue a interesses predatórios, prejudicando o próprio Brasil e o planeta, em sintonia com o ceticismo climático trumpista. Bolsonaro adotou uma postura de vassalagem ideológica, apoiando incondicionalmente as posições mais controversas de Trump, mesmo quando contrárias aos interesses brasileiros. O vergonhoso apoio ao golpe de estado na Bolívia em 2019, alinhado à narrativa de Trump, é um exemplo gritante de submissão que prejudicou as relações regionais do Brasil. A tentativa de importar a guerra cultural trumpista, com ataques a direitos humanos, minorias e instituições democráticas, contaminou o discurso político interno e afastou parceiros tradicionais.

Sem esquecer o que vivemos durante a pandemia da Covid-19, com o governo Bolsonaro negando a importância da vacinação, do isolamento e distanciamento social, causando quase 1 milhão de mortes, refletindo o ceticismo e o boicote ao uso de vacinas, inclusive com a disseminação de fake news sobre o tema, como também o fazia na época o trumpismo nos EUA. (Articulista: 716.553 mortes e quase 40 milhões de notificações pela Covid19).

O foco obsessivo em agradar a Washington levou ao descaso com relações estratégicas tradicionais, como com a China (principal parceiro comercial) e países vizinhos. O Brasil perdeu protagonismo em fóruns internacionais como o Brics e a Celac, tornando-se um pária ambiental e um aliado pouco confiável, exceto para um governo Trump em busca de espelhos ideológicos.

O legado de subserviência não terminou com o fim do mandato de Bolsonaro. Encontra seu epítome atual na figura de seu filho Eduardo Bolsonaro. O deputado federal não apenas abraçou o trumpismo como bandeira pessoal, mas o utiliza de forma ainda mais explícita e danosa para defender interesses familiares, atacando diretamente a economia brasileira.

Em abril de 2023, Eduardo Bolsonaro já defendia publicamente a ideia de que o Brasil deveria conceder anistia ao seu pai, Jair Bolsonaro, como forma de “pacificação”. A ameaça velada? Que, sem essa anistia, seus apoiadores poderiam promover “manifestações que atrapalhariam a economia”. É um ato de chantagem política inaceitável, onde o bem-estar econômico do país é colocado como refém para salvar uma figura política da responsabilidade por seus atos. Isso não é defesa de princípios, é abertamente declarar-se inimigo da estabilidade e da ordem democrática se seus interesses pessoais não forem atendidos.

Seu estímulo e endosso à perseguição ao governo brasileiro e ao judiciário do país pelo governo Trump através da taxação dos produtos diz muito, mostra toda vassalagem dos Bolsonaros quando se trata de seus interesses familiares, bem como seu desprezo pelo Estado democrático tripartite, com repartição dos poderes e independência entre estes, mais um espelhamento das ideias do seu ídolo, Trump. No fundo, tanto Bolsonaro pai como Trump sonham em ser monarcas em suas nações, sem legislativo ou judiciário funcionais e fiscais, como manda as constituições dos dois países.

Assim como Trump, o clã Bolsonaro, com Eduardo à frente, alimenta a narrativa de fraude eleitoral sem provas e perseguição política, minando a confiança no sistema democrático. O envolvimento de apoiadores de Jair Bolsonaro nos ataques golpistas de domingo, 8.1.2023, inspirados no ataque ao Capitólio norte-americano (5f.6.1.2021), é a manifestação mais violenta dessa influência nefasta e da disposição de destruir instituições para manter o poder ou fugir da Justiça.

O clã Bolsonaro, através de Jair e Eduardo, demonstrou repetidamente que sua lealdade primordial não é ao Brasil, mas a uma ideologia estrangeira radical (o trumpismo) e à sua própria perpetuação no poder ou imunidade. A subserviência internacional de Jair enfraqueceu a posição global do Brasil, destruiu ativos ambientais estratégicos e isolou o país. A subserviência de Eduardo ao mesmo ideário, combinada com a chantagem explícita de sacrificar a economia para obter anistia familiar, é um ataque direto à soberania, à estabilidade democrática e ao bem-estar do povo brasileiro.

Chamá-los de inimigos do Brasil não é mero exercício retórico. É reconhecer que suas ações, motivadas por alinhamento cego a interesses externos e por ambição pessoal desmedida, causaram e continuam a causar danos profundos à nação, à sua democracia, à sua economia e ao seu lugar no mundo. Defender o Brasil significa rejeitar firmemente essa herança de subserviência e o projeto político que a sustenta. A soberania nacional e a saúde da democracia dependem disso.

Já desconfiávamos que o pretenso nacionalismo bolsonarista não passava de mera fantasia. O clã Bolsonaro quer um Brasil de joelhos, submisso ao governo dos EUA, com Jair como marionete dos interesses estadunidenses. Para eles, que tentaram derrubar o governo democraticamente eleito do Brasil através de golpe, sobra a aplicação plena da Lei e uma punição exemplar. (...)

Eu sei o lado que quero estar: COM ERROS E ACERTOS, O LADO DO BRASIL SOBERANO E DEMOCRÁTICO!

 

 

Anterior - Trump é amigo do clã bolsonaro? Não! (Parte 2) (06.08.2025)

 

Continuando com o mesmo título e afirmando que TRUMP NÃO É AMIGO DO CLÃ BOLSONARO, pois os interesses dele não são os mesmos do CLÃ. O Clã almeja a ANISITA AMPLA GERAL E IRRESTRITA para os possíveis CRIMES cometidos pelo CHEFE, o ex-mito, agora RÉU em algumas ações penais. Os EUA querem a HEGEMONIA MUNDIAL!

BOLSONARO sempre foi polêmico e usou e abusou das prerrogativas no exercício dos SETE mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados onde, pelo que sabemos, não produziu NADA DE ÚTIL AO PAÍS! Segundo o histórico parlamentar, sua atuação foi pífia assemelhando-se a um parasita.

No Livro da Jornalista catarinense JULIANA DAL PIVA que tem como título “O NEGÓCIO DO JAIR”, está descrito as várias formas não republicanas que o Clã utilizou ao longo de 30 anos. Quem quiser o Livro encaminho de forma gratuita.

A atuação dele manchou a “verde oliva” e sua trajetória no Parlamento foi, da mesma forma, medíocre.

Mas, sob a batuta das milícias digitais elegeu-se presidente, cujo mandato também foi pífio, consagrando o Brasil como o segundo País do Mundo em mortes pela COVID, graças ao NEGACIONISMO FUNEBRE CONTUMAZ dele e seus aliados. Tenho esperança de que, UM DIA, essa conta chegue ao Clã!

No que se refere ao “tarifaço” do Trump, vemos que a soberba “baixou” e quase 700 produtos ficaram de fora, bem como outros ficarão em breve, como Café, Carne e algumas frutas.

A reação do setor produtivo não tem sido ruidosa, mas é visível. Empresários que até pouco tempo toleravam o bolsonarismo como um “mal necessário” para conter a esquerda já não escondem o incômodo. O tarifaço imposto por Trump, supostamente para “defender” Bolsonaro, prejudica exportações, encarece insumos e ameaça empregos. Mais do que isso: torna o Brasil um país imprevisível para o comércio internacional — e a instabilidade, como todo capitalista sabe, é o pior dos ambientes para o lucro.

Essa cisão explica o silêncio de boa parte da elite econômica diante das bravatas de Eduardo. Ninguém do setor financeiro, industrial ou do agronegócio de médio porte saiu em defesa da família Bolsonaro. Pelo contrário, há um movimento gradual de realinhamento com figuras como Tarcísio de Freitas, que encarnam o mesmo projeto de subordinação ao capital internacional, mas com uma estética mais polida, mais tecnocrática, mais vendável. Tarcísio fala inglês, usa terno sim e não pede golpe em live de domingo — e isso basta para parte da elite econômica que quer seguir entregando o país, mas sem ruído.

No entanto, essa aposta também carrega riscos. Tarcísio representa uma continuidade da lógica de submissão, da entrega, da alienação do que resta do Estado brasileiro. Seu projeto, embora mais silencioso, é igualmente hostil à soberania. Ele não repele o bolsonarismo: apenas o encapsula numa embalagem aceitável. É a ultradireita de gravata, o golpismo por dentro da norma, a captura neoliberal disfarçada de eficiência.

O empresariado brasileiro, nesse jogo, está dividido entre dois erros: a instabilidade alucinada dos Bolsonaro e a tecnocracia colonizada dos “liberais racionais”. Nenhum dos dois projetos serve ao país. Ambos respondem, em última instância, ao mesmo centro de comando: o capital estrangeiro, suas corporações e seus algoritmos.

BRICS, SUL GLOBAL E SOBERANIA DIGITAL: O QUE ESTÁ RELAMENTE EM JOGO

O tarifaço de Trump é o pavio visível; o barril de pólvora, porém, está nas transformações que o Brasil passou a liderar no eixo Sul Global. Desde que assumiu a presidência do BRICS em 2025, Brasília deu ao bloco um rumo claro: cooperação financeira em moedas locais, integração industrial entre América do Sul, África e Ásia e uma agenda de governança global centrada na redistribuição de poder hoje concentrado no FMI e no Conselho de Segurança da ONU. A Declaração do Rio de Janeiro, aprovada há poucos dias, coloca em texto corrido o que Washington sempre temeu: “fortalecer mecanismos de financiamento que reduzam a dependência do dólar” e “promover padrões regulatórios comuns para a economia digital” e é contra esse enunciado que a Casa Branca dispara tarifas.

Trump reage porque os números já contam a história. Em 2003, os EUA absorviam quase um quarto das exportações brasileiras; hoje recebem 12%, enquanto a China saltou para 28%.

Cada ponto percentual que o Brasil desloca para o mercado asiático é uma fissura na arquitetura unipolar que sustenta o poder norte-americano. E não se trata apenas de soja ou minério: falamos de semicondutores produzidos em parceria com a Índia, cabos de dados submarinos conectando Fortaleza a Luanda, satélites geoestacionários cofinanciados pelo Novo Banco de Desenvolvimento. A tarifa, nesse jogo, não busca proteger empregos em Ohio; ela tenta conter a geometria de um mundo em que o Atlântico deixa de ser o meridiano definitivo do comércio e da cultura.

No plano doméstico, Lula apoiou outro movimento que irrita Silicon Valley: a responsabilização legal das plataformas digitais. Em 26 de junho, o Supremo Tribunal Federal declarou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, exigindo pronta remoção de conteúdos ilícitos e estabelecendo dever de cuidado algorítmico

A decisão converte o Brasil em laboratório jurídico para qualquer país que pretenda quebrar a imunidade das Big Techs. Se a sentença se consolidar, cria-se jurisprudência capaz de atravessar oceanos. A tarifa, portanto, é mensagem cifrada: “regulem e pagarão”.

A convergência de soberania econômica (BRICS) e soberania informacional (regulação das plataformas) compõe o coração estratégico do conflito. Ao articular-se com Pequim, Joanesburgo e New Delhi para monetizar comércio em moedas locais, o Brasil desafia o privilégio exorbitante do dólar. Ao impor barreiras jurídicas ao poder algorítmico, desafia a renda de monopólio dos conglomerados digitais que sustentam a máquina de inteligência dos EUA. Essa dupla audácia altera o centro de gravidade do sistema-mundo: já não basta controlar portos e minas — é preciso submeter cabos de fibra e leis de dados.

Trump, estrategista do choque, escolheu a arma tarifária porque é rápida, concentrada e fácil de vender a um eleitorado protegido por slogans nacionalistas. Mas o alvo real não está nos contêineres que deixam Santos; está no cabo óptico que liga Santos a Xiamen, nos pilotos de IA que rodam em nuvem brasileira sem intermediação da Califórnia, no estatuto jurídico que pode obrigar o Facebook a contratar moderadores em Recife ao invés de automatizar censura em Boston.

Por isso o conflito de 2025 é qualitativamente distinto das guerras tarifárias dos séculos passados. É disputa sobre quem define as regras do tráfego de bits, sobre quem captura excedentes cognitivos, sobre quem registra a contabilidade em qual moeda. E, nesse xadrez, o Brasil tornou-se, num mesmo lance, peça-chave e peça-alvo: se conseguir manter a rota BRICS e consolidar a regulação digital, abre precedente para todo o Sul Global, mas, se recuar, reforça a tese de que nenhuma potência periférica pode ousar reformar o sistema sem sofrer retaliação exemplar.

CENÁRIOS ATÉ 2026: O CONTROLE INEVITÁVEL ENTRE SOBERANIA E SUBMISSÃO

Até outubro de 2026, o Brasil enfrentará uma encruzilhada histórica. O que está em jogo não é apenas a reeleição de um presidente ou a sobrevivência política de um grupo extremista. Está em jogo a possibilidade — talvez a última em décadas — de consolidar um projeto de país soberano em meio a uma ofensiva global coordenada que combina guerra comercial, sabotagem informacional e chantagem diplomática.

A máquina de guerra híbrida já está em operação. A tarifa de 50% imposta por Trump é apenas o início. Fontes próximas ao Departamento de Comércio dos EUA falam em ativar a seção 301 para iniciar investigações formais contra o Brasil por “restrições à liberdade de expressão e ao livre mercado digital” — linguagem fabricada sob medida para proteger os interesses das Big Techs. A Meta, o Google, a Amazon e o X, cada uma à sua maneira, vêm pressionando parlamentares brasileiros, ameaçando suspender serviços, alegando insegurança jurídica, enquanto injetam recursos em campanhas de desinformação e manipulação do debate público.

Nesse ambiente, o bolsonarismo seguirá operando como força de sabotagem. Sem poder institucional, funcionará como milícia digital, como rede paralela de influência e como elo informal entre os interesses do trumpismo, da extrema-direita europeia e dos grupos que operam nas sombras do capital financeiro e tecnológico. Não se trata de disputar eleições para vencer — trata-se de inviabilizar o processo eleitoral, esgarçar a credibilidade das instituições, plantar a dúvida, esticar a corda.

A aposta de Eduardo Bolsonaro é clara: transformar 2026 em um plebiscito entre “a ditadura do STF” e “a liberdade”, entre “o comunismo do BRICS” e “o Ocidente cristão”, entre “a censura petista” e “a verdade do povo”. Trata-se de um roteiro pronto para ser executado em plataformas controladas por interesses estrangeiros, operado com inteligência artificial generativa, redes de bots, influenciadores pagos e o apoio silencioso — mas ativo — de think tanks, fundações e setores do próprio empresariado internacional.

Mas essa narrativa não encontrará terreno fértil com a mesma facilidade de 2018. O cenário mudou. A pandemia, com 700 mil mortos, desnudou o custo da irresponsabilidade. O 8 de janeiro revelou os limites do golpismo. E o tarifaço de Trump expôs a fratura entre os interesses do povo brasileiro e os da extrema-direita internacional. O empresariado está dividido. O eleitorado está mais desconfiado. E o campo democrático aprendeu a reconhecer que as eleições já não são apenas disputa de votos — são guerra de percepção.

Do lado do governo, o desafio é enorme: manter a estabilidade institucional, ampliar a frente de defesa da soberania, comunicar com clareza o que está em jogo e resistir à tentação de responder no mesmo tom da provocação. Lula sabe que não basta vencer. É preciso vencer com legitimidade inquestionável, com mobilização popular, com articulação internacional — e com um novo pacto nacional que não inclua golpistas nem neoliberais envernizados.

Se o Brasil resistir até 2026, terá vencido não apenas uma eleição, mas uma guerra. Uma guerra contra o projeto de recolonização digital e financeira, contra a tentativa de transformar o país numa filial algorítmica da política externa norte-americana. E essa vitória — se acontecer — não será de Lula apenas, mas do povo brasileiro e de todas as nações que ousam desafiar a ordem imperial.

AGORA É A HORA DE NOMEAR A GUERRA E DECIDIR O LADO DA HISTÓRIA

A tarifa de Trump não é sobre Bolsonaro. É sobre o Brasil. É sobre impedir que um país do Sul Global alcance maturidade geopolítica, autonomia digital e protagonismo internacional fora da órbita imperial. Bolsonaro é apenas o biombo — uma figura útil enquanto servia para desmontar o Estado por dentro, hoje reciclada como peça de agitação simbólica na guerra informacional travada contra a soberania. (...)

Nesse contexto, o bolsonarismo é o vírus e o vetor, mas não é o cérebro. É o agente do caos, mas não o autor da ofensiva. Eduardo sabe disso. Por isso radicaliza. Por isso se exila. Porque o que está em disputa não é mais o destino de sua família, mas o futuro da própria arquitetura de poder que sua família serviu. E se ele tiver que incendiar o país para voltar ao jogo, ele o fará. (...)

É preciso nomear a guerra. E é preciso decidir, sem ambiguidade, de que lado da História o Brasil quer estar. Não haverá mais neutralidade possível. A guerra já começou — e ela não é pelo Bolsonaro. Ela é contra o Brasil. Eu sei o lado que quero estar: COM ERROS E ACERTO, O LADO DO BRASIL SOBERANO E DEMOCRÁTICO!

Luís Fernando F Costa / Analista-Tributário da Receita Federal, que é DO BRASIL, (Aposentado), Advogado42019, Perito7863, Contador8556, ProfessorLP2570/93, Reg. Prof. Jornalista 0014425DF e Ativista Social.