Portal Cidadela

TERREMOTO

Central de informações para imigrantes venezuelanos e atualizações em SC

27/06/2026 às 00:01

O acesso é (48) 3664-0606, telefone ewhatsapp da Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família - Foto: Edna Klein/ Ascom SAS

A Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família (SAS), em parceria com a Secretaria de Articulação Internacional, criou uma central de informações voltada aos imigrantes venezuelanos que vivem em Santa Catarina. O objetivo é oferecer orientação e acesso a informações oficiais sobre a situação no país, incluindo dados sobre vítimas, áreas afetadas e ações de atendimento às famílias.

Atualmente, Santa Catarina abriga mais de 100 mil imigrantes venezuelanos, tornando-se um dos estados brasileiros com maior presença dessa população.

A central de atendimento pode ser contatada pelo telefone (48) 3664-0606, que também é whatsapp, de segunda a sexta-feira das 10h às 19h. Segundo a secretária de Estado da Assistência Social, Mulher e Família, Adeliana Dal Pont, a iniciativa busca auxiliar os imigrantes que estão preocupados com familiares e amigos que permanecem na Venezuela.

“Nosso objetivo é garantir que os imigrantes tenham acesso a informações oficiais e confiáveis sobre o terremoto, as vítimas e as ações que estão sendo realizadas no local. Sabemos da preocupação de muitas famílias e queremos oferecer esse apoio neste momento delicado”, destacou a secretária.

Além da criação da central de informações, o governador Jorginho Mello informou que já comunicou ao Governo Federal a disponibilidade de Santa Catarina para colaborar com os esforços de resposta à tragédia. O Estado colocou à disposição equipamentos, profissionais especializados e cães de busca e resgate para auxiliar nas operações na Venezuela, caso o apoio seja solicitado pelas autoridades federais e pelo governo venezuelano.

O tremor, que foi sentido em diversas regiões da Venezuela e também em países vizinhos, provocou danos em edificações, interrupções pontuais de serviços e mobilizou equipes de emergência para atendimento à população avaliação dos impacto. As autoridades venezuelanas seguem realizando levantamentos para identificar a extensão dos prejuízos e o número de pessoas afetadas.

Atualização:

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou nesta sexta-feira (26) que o número de mortos no país por causa dos terremotos, ontem, quarta-feira (24) subiu para 920.

Ao anunciar os dados mais recentes em uma transmissão televisiva, ele acrescentou que os feridos chegam a 3.360, 172 pessoas continuam presas sob os escombros e mais de 4.000 estão desalojadas.

O país, segundo Rodríguez, registrou, até o momento, 302 réplicas após os dois terremotos consecutivos, que provocaram graves danos em Caracas, na capital, e outras cidades, como La Guaira, Aragua, Miranda, Carabobo, Falcón e Yaracuy.

Equipes correm contra o tempo

Equipes de resgate formadas por venezuelanos e estrangeiros correm contra o tempo para encontrar sobreviventes sob os escombros.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos previu um alto potencial para mais de 10.000 mortes, o que situaria o duplo terremoto entre os mais mortais da América Latina no último século.

A cidade costeira de La Guaira foi uma das mais afetadas, com a destruição de 100 edifícios.

Jennifer Palacios, de 25 anos, disse que os tremores ocorreram quando ela estava por um breve momento fora de casa, no complexo habitacional Hugo Chávez, composto por oito torres e nomeado em homenagem ao falecido líder socialista da Venezuela, soterrando seu filho de 6 anos e outros cinco parentes.

"Foi a comunidade que conseguiu resgatar as pessoas com vida", disse ela, sentada em uma cadeira de plástico em frente aos escombros. "Precisamos que tragam guindastes para remover as lajes. Ainda há pessoas presas."

Rodovias estão rachadas e dezenas de prédios ficaram reduzidos a pedaços de concreto quebrado e metal retorcido. Algumas ruínas estavam pichadas com os nomes dos edifícios, numa tentativa de ajudar os socorristas a identificar os locais, segundo a Agência Reuters.

O governo da presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após os Estados Unidos capturarem seu antecessor, em janeiro, prometeu um grande envio de ajuda. A televisão estatal exibiu imagens dela em visita a La Guaira na quinta-feira.

Mas por enquanto a ajuda tem sido, de modo geral, irregular nesta sexta-feira, com autoridades como bombeiros, polícia, defesa civil e militares nas ruas em alguns lugares, mas ausentes ou com presença mínima em outros.

Missão humanitária brasileira

Uma missão humanitária brasileira chegará à Venezuela na noite desta sexta-feira (26), segundo o major Anderson Dias, comandante da aeronave KC-390.

A missão é composta por 44 pessoas e 12 toneladas de equipamentos.

Texto da Agência Brasil com informações da Telesur e Reuters

Fotos divulgação/Reprodução

Helena Marquardt / Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família