28/01/2026 às 21:10
A caminhada liderada pelo jovem deputado federal mineiro Nikolas Ferreira, que saiu de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, percorrendo cerca de 240 Km a pé, até chegar à Praça do Cruzeiro, em Brasília, foi um dos assuntos mais propalados e debatidos na semana que passou. Vestindo uma camiseta branca com a inscrição “Acorda Brasil” no peito, e uma bandeira alçada ao dorso, saiu com meia dúzia de seguidores desde aquela cidade e foi angariando adeptos ao longo do caminho, numa peregrinação que durou seis dias. Seguiu pela BR-040 e foi angariando seguidores ao longo do caminho. Eleitores de Jair Bolsonaro e do próprio deputado. Chegaram a Brasília pouco antes do meio-dia do domingo, 25.
Alguns companheiros de partido dele, PL, foram ao seu encontro e aderiram ao movimento, que acabou, gradativamente, ocupando espaços na mídia nacional e internacional. A USP fala em 18.000 presentes ao ato de chegada de Nikolas em Brasília. A PM diz que, em todos os momentos somados, pode-se chegar de 50 a 100 mil presentes, vestindo as cores de nossa bandeira. Ocorreu a queda de um raio no local. Felizmente sem vítimas fatais.
A Educação Digital, não há como escapar dela
– O baixo aproveitamento por estudantes nas escolas de todos os níveis de ensino, fundamental, médio ou superior, tem sido analisada sob múltiplos aspectos. Está muito fácil culpar os celulares e as redes sociais pelo fracasso geral. Falo com a experiência de ter sido aluno e professor, educador diretor de colégio, palestrante em universidades. O mundo evoluiu rapidamente e drasticamente, a informação (que não significa conhecimento), chega fácil e ágil até o indivíduo. Os mais jovens, que são desta geração tecnológica, têm muita facilidade em se adaptar ao “novo”. As pessoas em idade mais adiantada precisam de um esforço bem maior para ter êxito em suas ações.
Os currículos atuais e os programas de ensino foram revisados e isso acontece a cada década. Nos últimos 30 anos houve uma pressão muito grande para que conteúdos das ciências humanas, mais filosóficas, ocupem maior espaço, em detrimento às exatas e às línguas, nacional ou estrangeiras, notadamente o Inglês e, em segundo plano, o Espanhol. No meu entendimento, a sala de aula deveria tornar-se o espaço para as ciências matemáticas e biológicas, línguas e estudos sociais. As disciplinas seriam praticamente as atuais, mas com maior ocupação na grade pelos cálculos, a linguagem e o conhecimento das ciências naturais.
E as demais, sendo praticadas em grande parte pelo meio digital, mas com a presença necessária do professor, que atuaria como um animador para a aprendizagem. Mesmo as mencionadas no parágrafo anterior poderiam ter caráter anfíbio, mas com dosagem maior no sistema presencial.
Boa parte dos estudantes, já a partir do quinto ano, vêm a escola como um limitador de sua vida. E a parte que entendem que deveria ser ocupada para o lazer foi suprimida ao longo dos anos. Lembro que nos anos 60 tínhamos férias de dezembro a fevereiro (três meses), e em julho (um mês). Aumentou-se a carga horária, os dias e as horas com mais presença na escola, e não se verificou o aproveitamento desejado. Filosofias e ideologias foram-se expandindo e o científico se resumindo. A maioria barulhenta foi impondo seu modo de pensar e agir e a percepção de que nos perdemos no tempo é grande.
A normalização da corrupção e dos conflitos bélicos
– Vi um debate numa emissora de televisão em que estavam presentes três diretores de institutos de pesquisa eleitoral e avaliação política. A convergência da opinião deles foi a de que Educação, Saúde e Corrupção não são pautas de interesse do eleitor. Mas há grande preocupação com a Segurança e, por esta, entenda-se a pública. Fico preocupado! A Saúde é fator vital, o SUS teve avanços, mas a tabela que ele paga pelos serviços prestados é ridícula. Mesmo alguns planos de saúde são rejeitados pela classe médica. Educação, bem ou mal, quem tiver vontade de aprender há fatura de escolas disponíveis, públicas ou privadas. A corrupção já é endêmica. Roubam nosso suor através de impostos de toda sorte. E o que pagamos serve para sustentar parasitas. As guerras, como a da Rússia contra a Ucrânia, de um lado sofrem críticas e de outro o aplauso velado. Isso tudo é muito grave. O senso humanitário deveria imperar. A educação precisaria começar em casa. Mas até naquele meio há riscos de não valorização da vida do ser humano.
Caso Master – a teia se expande!
– O caso Master ainda vai render muitas outras discussões. Agora se fala de indicações do Senador do PT bahiano, Jacques Wagner, para Daniel Vorcaro. Falou-se em Guido Mantega, que recebeu salários de um milhão por mês. Wagner nega, mas admite que indicou Ricardo Levandowsky para um contrato de 250 mil por mês. Recebeu até pouco tempo antes de se demitir do cargo de Ministro da Justiça. O Master ainda vai derrubar muita gente!
Euclides Riquetti / Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com
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