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CORRUPÇÃO

Vice-líder do governo Lula operava esquema milionário de lavagem de dinheiro com ajuda de advogado, diz PF

05/08/2026 às 16:56

Comemorando o que? – Foto: Reprodução

Comemorando o que? – Foto: Reprodução

Comemorando o que? – Foto: Reprodução

'A Polícia Federal apontou, em uma nova fase da Operação Sem Desconto, suspeitas envolvendo o senador Weverton Rocha e um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a fraudes no INSS. 

Mais um escândalo assola os bastidores da política brasileira, dessa vez, envolvendo o vice-líder do governo Lula no Senado, o senador Weverton Rocha. De acordo com uma investigação da Polícia Federal, o parlamentar teria sido apontado como um dos principais articuladores de um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro investigado na nova fase da Operação Sem Desconto.

A operação apura suspeitas de fraudes e desvios bilionários envolvendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo os relatórios da PF, Weverton Rocha teria participado da estrutura responsável por formular demandas, cobrar pagamentos e atuar em decisões patrimoniais que, na avaliação dos investigadores, teriam como objetivo ocultar a origem de recursos considerados ilícitos.

Ainda conforme a Polícia Federal, o advogado Willer Tomaz teria desempenhado um papel central na estrutura investigada, sendo apontado como uma espécie de suporte financeiro, patrimonial e logístico do grupo. A corporação afirma que empresas, operadores financeiros, pilotos e contas de terceiros teriam sido utilizados para movimentar valores e dificultar o rastreamento do dinheiro.

Entre os pontos analisados pela investigação está a aquisição de uma mansão avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões, no Lago Sul, em Brasília. Segundo a PF, o imóvel foi registrado em nome de uma empresa ligada ao advogado, mas seria utilizado pelo senador. Os investigadores também apontam que empresas relacionadas a Willer Tomaz teriam realizado repasses superiores a R$ 11 milhões para a esposa de Weverton Rocha.

A nova fase da Operação Sem Desconto foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. Em nota, o senador Weverton Rocha negou qualquer irregularidade, afirmou que todas as suas movimentações financeiras foram declaradas à Receita Federal e criticou o avanço da investigação sobre seus familiares. A defesa de Willer Tomaz também negou qualquer envolvimento com as fraudes investigadas pela Polícia Federal.

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