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PREJUIZO

Temporada frustra: mais prejuízo do que lucro em Santa Catarina

03/03/2026 às 19:51

Para quase 60% dos empresários, o movimento de turistas ficou abaixo do registrado no mesmo período no ano passado

A temporada de verão se aproxima do fim com um sentimento de frustração para o setor de bares e restaurantes de Santa Catarina. Embalados por uma expectativa de alta no turismo, os empresários se prepararam para atender a demanda, mas o movimento ficou abaixo do esperado. Segundo a pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Santa Catarina (Abrasel SC), entre 1º de janeiro e 17 de fevereiro, 58% dos estabelecimentos receberam menos turistas comparado com o mesmo período do ano passado.

A verdade é que o Brasil vive uma crise financeira muito grande em virtude dos gastos do governo federal, governos estaduais e municipais. Só não se fala em crise na imprensa porque a maioria dos meios de comunicação, TVs, Rádios e Grandes Sites, vive das verbas públicas, a maioria espúrias, que significa esconder os fatos e aprovar governos fracos e sem visão. Salva-se poucos. Toda a regra tem sua exceção.  

Entre os empresários, 36% apontam uma queda de até 15% e 22% indicaram uma redução de mais de 15% na presença de turistas. Para 24% dos entrevistados o movimento foi igual e para 18% o movimento foi maior ou muito maior. Considerando a região da Capital, os resultados são parecidos: 59,8% dos estabelecimentos registraram movimento menor, 26,2% tiveram movimento igual e 14% maior.

Apesar de o número de turistas argentinos ter ficado abaixo do esperado no estado, 49% dos empresários afirmaram ter percebido um aumento no fluxo de visitantes de países da América Latina, enquanto que 33% observaram um aumento de turistas brasileiros.

“O setor tinha uma grande expectativa para esta temporada, mas o resultado ficou abaixo do necessário, especialmente do ponto de vista financeiro. Mesmo com a presença de turistas, muitos estabelecimentos não conseguiram gerar lucro e operaram com margens extremamente apertadas. Empresários enfrentaram custos elevados, equipes incompletas e dificuldade de transformar o aumento do movimento em resultado financeiro efetivo. A temporada de verão representa, historicamente, o principal período de geração de caixa do setor e é fundamental para o equilíbrio econômico das empresas. O que vimos foi um setor trabalhando mais, com custos maiores e retorno menor”, analisa Juliana Débastiani, presidente da Abrasel SC.

Apenas cerca de um terço dos negócios (33%) conseguiu efetivamente registrar lucro, enquanto a maioria empatou (51%) ou teve prejuízo (16%), o que demonstra a crescente dificuldade de transformar movimento em resultado financeiro. 

Seguindo a tendência já apontada no levantamento feito sobre as festas de final de ano, a pesquisa mostrou também que houve pouco espaço para reajustes de preços. A maioria dos estabelecimentos não repassou integralmente a alta da inflação aos consumidores. No total, 70% dos empresários afirmaram não ter reajustado ou ter aplicado aumento de até 5%, enquanto outros 25% reajustaram os preços em até 10%.

A mão de obra segue como o principal entrave para o setor, uma vez que 57% dos estabelecimentos não conseguiram completar a equipe para a temporada. As principais dificuldades são a falta de qualificação para a vaga, falta de candidatos e desinteresse pelas vagas oferecidas. Outros pontos elencados foram o custo dos insumos, problemas de infraestrutura da região e o trânsito.

As pesquisas feitas pelos órgãos que se dizem “oficiais” estão desacreditadas, a começar pelo custo de vida. A realidade é muito diferente do que os “órgãos” apresentam: Inflação, salários, poder de compra e dados politiqueiros em ano eleitoral.

Natalia Viana / Fonte: All Press Comunicação Integrada