01/06/2026 às 12:31
Suspensão da aplicação de medidas antidumping sobre as importações de leite em pó provenientes da Argentina e do Uruguai preocupa setor produtivo. (Foto Divulgação CNA/Senar)
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) recebeu com preocupação a decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) de suspender a aplicação imediata de medidas antidumping sobre as importações de leite em pó provenientes da Argentina e do Uruguai.
A iniciativa causa apreensão ao setor produtivo de Santa Catarina, um dos maiores Estados produtores de leite do Brasil, especialmente porque o próprio Governo Federal reconheceu a existência de práticas desleais de comércio nas importações desses países. Mesmo com comprovação do dumping e da recomendação técnica para aplicação das tarifas, a decisão foi suspensa em razão de preocupações relacionadas a possíveis impactos econômicos.
Dessa forma, o setor produtivo continua vulnerável às práticas desleais de comércio, conforme demonstrado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao longo da investigação.
O mecanismo utilizado para suspender as tarifas foi a abertura de uma avaliação de interesse público, permitindo que o governo analise os possíveis impactos da medida sobre a economia e as relações diplomáticas no âmbito do Mercosul.
O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, ressalta que Santa Catarina possui uma das cadeias leiteiras mais importantes do País, com milhares de famílias rurais dependentes da atividade. “A concorrência com produtos importados a preços artificialmente reduzidos compromete a renda dos produtores, desestimula investimentos e ameaça a sustentabilidade da produção”.
A Faesc reforça seu apoio às iniciativas conduzidas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em defesa da cadeia produtiva do leite e entende que é fundamental assegurar condições justas de concorrência para os produtores brasileiros. “Vamos seguir trabalhando para que a produção nacional receba a proteção necessária diante das comprovadas práticas desleais de comércio”.
A CNA também lamentou a decisão e destacou que a correção dessas práticas desleais não deverá provocar efeitos negativos para a economia brasileira.
Segundo a entidade, o leite em pó possui participação reduzida no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), representando apenas 0,2% na média dos últimos cinco anos. Além disso, os principais produtos lácteos consumidos pela população, como leite longa vida, queijos e derivados, não seriam afetados pela aplicação das medidas de defesa comercial.
Os produtores brasileiros de leite têm enfrentado concorrência com preços artificialmente baixos nos últimos anos, e as importações bateram novo recorde em 2026. A Argentina e Uruguai foram responsáveis por 90% dos 604 milhões de litros de leite equivalentes, a preços carregados de distorções de até 60%.
Mário Serafin / Fonte: Faesc
A composição da Alesc com o encerramento das eleições proporcionais para o Estado
Votação para o Senado em Santa Catarina
Jorginho Mello é reeleito Governador em Santa Catarina
Eleitos rm Santa Catarina
Deltan Dallagnol diz que está elegível após decisão do TSE no dia do 1º turno.
Mentira da Globo de perna curta!
AXJ faz história no brasileiro escolar e coloca Joaçaba no pódio nacional
Tráfico de drogas em Barra Velha
Candidatos a Deputado Estadual SC – Por Partido - Parte 2