25/05/2026 às 22:00
Os quatro réus serão julgados pelo crime que ocorreu em 2016 no município de Modelo, no Oeste de Santa Catarina. A sessão do Tribunal do Júri será realizada no Fórum de Pinhalzinho.
Na próxima quinta-feira (28/5), às 8h30, quatro réus – um sogro acusado de encomendar a morte do genro e outras três pessoas apontadas como executoras do homicídio qualificado, ocorrido em Modelo, no Oeste – serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri, conforme denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A sessão ocorrerá no salão do Tribunal do Júri da Comarca de Pinhalzinho, escolhido em razão de sua estrutura adequada para a realização do julgamento.
O crime ocorreu na noite de 30 de maio de 2016 na SC-160, nas proximidades do Centro de Tradições Gaúchas. Conforme a denúncia do MPSC, oferecida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Modelo, os denunciados (mandante e executores), previamente ajustados e em comunhão de esforços e unidade de desígnios, mataram um homem utilizando um instrumento contundente com golpes na cabeça.
Ainda segundo a denúncia do MPSC, um dos denunciados, com o objetivo de atrair a vítima por meio de dissimulação, ligou-lhe por volta das 17h45 sob o falso pretexto de solicitar um orçamento para a confecção de gramado em uma subestação de energia elétrica, alegando urgência. Com isso, a vítima deslocou-se imediatamente ao local indicado.
Após atraírem a vítima, os denunciados a renderam em emboscada e, a mando do sogro, executaram-na com golpes na cabeça. O mandante teria agido por motivo torpe, decorrente de desentendimentos familiares, societários e financeiros com a vítima, que era seu genro, tendo contratado os executores pelo valor aproximado de R$ 50 mil a R$ 70 mil.
Ocultação de cadáver
Na sequência, ainda no dia 30 de maio de 2016, os denunciados, a mando do sogro, ocultaram o corpo às margens da SC-160, na Linha Doze de Novembro, zona rural de Campo Erê. O corpo foi localizado apenas em 20 de junho de 2016, em avançado estado de decomposição. Após o crime, um dos denunciados subtraiu o telefone celular da vítima. Um dos réus está preso preventivamente, enquanto os demais respondem ao processo em liberdade.
Os denunciados serão julgados por homicídio qualificado, em razão do motivo torpe ou da promessa de recompensa, com emprego de dissimulação e emboscada, além de ocultação de cadáver. Um deles também responde por furto.
Mário Serafin / Fonte: Ministério Público de Santa Catarina
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