20/07/2026 às 15:03
Ricardo Antonio de Marco, Reitor da Unoesc e vice-presidente da Acafe (Fotos: Luan Rambo)
Quando observamos os indicadores de Santa Catarina, é comum encontrarmos o Estado entre os melhores do Brasil em qualidade de vida, inovação, competitividade, geração de empregos e desenvolvimento humano. Também possuímos um dos sistemas de ensino superior mais reconhecidos do país.
Mas por que Santa Catarina se desenvolveu de forma diferente de outros estados?
A resposta não está apenas na força da economia ou na capacidade empreendedora dos catarinenses. Ela passa por uma decisão tomada há mais de seis décadas: levar o ensino superior para o interior.
Enquanto em grande parte do Brasil as universidades permaneceram concentradas nas capitais, Santa Catarina construiu outro caminho. Lideranças comunitárias compreenderam que o desenvolvimento não poderia ficar restrito aos grandes centros. Era necessário criar oportunidades nas regiões onde as pessoas viviam, trabalhavam e formavam suas famílias.
Foi nesse contexto que surgiram as instituições comunitárias de ensino superior.
Criadas pela sociedade civil, sem fins lucrativos e profundamente ligadas às suas regiões, essas instituições permitiram que milhares de jovens tivessem acesso à formação superior sem precisar deixar suas cidades. Passaram a formar médicos, engenheiros, professores, advogados, profissionais da saúde, pesquisadores, gestores e empreendedores em diferentes pontos do Estado.
Mais do que formar profissionais, as universidades comunitárias transformaram territórios.
Cada campus instalado significou novos empregos, fortalecimento da economia local, produção científica, inovação, atendimento em saúde, assistência jurídica, projetos culturais e soluções para os desafios de cada região. Essas instituições cresceram ao lado de empresas, prefeituras, hospitais, escolas e organizações sociais.
O resultado é visível. Hoje, praticamente todas as regiões catarinenses contam com ensino superior de qualidade. Isso permitiu que talentos permanecessem em seus municípios, que empresas encontrassem profissionais qualificados e que o desenvolvimento se espalhasse de forma mais equilibrada pelo território.
Esse modelo fez de Santa Catarina uma referência nacional.
O Sistema ACAFE reúne instituições presentes em todas as regiões do Estado, formando uma rede comprometida com a democratização do acesso à educação e com o desenvolvimento regional. Cada universidade conhece as vocações do território onde está inserida e atua para responder às necessidades da comunidade.
Nos últimos anos, políticas como o Universidade Gratuita ampliaram ainda mais esse alcance, permitindo que milhares de estudantes permaneçam em suas regiões e estudem em instituições conectadas à realidade local.
Investir nas universidades comunitárias nunca foi apenas investir em educação. Foi investir em pessoas, inovação, economia e na permanência dos talentos em Santa Catarina.
Os resultados que o Estado apresenta hoje não são fruto do acaso. São consequência de uma visão construída ao longo de décadas, baseada na convicção de que o conhecimento gera desenvolvimento e de que o desenvolvimento só é verdadeiro quando alcança todas as regiões.
Essa continua sendo a missão da ACAFE e de suas universidades comunitárias: transformar a educação em oportunidade, crescimento e futuro para todos os catarinenses.
Por Ricardo Antonio de Marco / Reitor da Unoesc e vice-presidente da Acafe
A composição da Alesc com o encerramento das eleições proporcionais para o Estado
Votação para o Senado em Santa Catarina
Jorginho Mello é reeleito Governador em Santa Catarina
Eleitos rm Santa Catarina
Deltan Dallagnol diz que está elegível após decisão do TSE no dia do 1º turno.
Mentira da Globo de perna curta!
AXJ faz história no brasileiro escolar e coloca Joaçaba no pódio nacional
Tráfico de drogas em Barra Velha
Candidatos a Deputado Estadual SC – Por Partido - Parte 2