12/04/2026 às 11:24
Valmir Rodrigo Pegoraro, de 42 anos, foi condenado a mais de 70 anos de prisão por matar a própria filha, de apenas 1 ano e 9 meses, em maio do ano passado, no interior de Vargeão, Oeste de Santa Catarina. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira, dia 10, após um júri de mais de 10 horas no Fórum da comarca de Ponte Serrada, que encerrou com a votação dos sete jurados sorteados, sendo dois homens e cinco mulheres. Valmir responde por feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver.
Conforme o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), para o feminicídio, o conselho de sentença reconheceu as causas de aumento pelo crime ter sido cometido contra menor de 14 anos, por asfixia (enforcamento) e recurso que dificultou a defesa da vítima. A confissão serviu como atenuante. Para tanto, a pena foi de 60 anos. Em relação ao crime de sequestro, a pena estipulada foi de oito anos e contou com as qualificadoras de ter sido cometido contra descendente (filha), contra menor de 18 anos e por ter resultado à vítima grande sofrimento físico ou moral. A confissão também foi considerada como atenuante. Já para o crime de ocultação de cadáver, foram consideradas as agravantes de reincidência, motivo torpe, assegurar impunidade, contra descendente e contra criança.
A confissão atenuou e a pena fixada foi de três anos. Sendo assim, as penas totalizaram 71 anos de reclusão, sem direito de recorrer em liberdade. Quatro advogados atuaram na defesa do réu. A acusação contou com a assistência de outros quatro profissionais. O agressor estava preso desde o crime e foi levado diretamente à penitenciária de Chapecó.
Fonte: Oeste Mais / informações: TJSC
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