23/12/2025 às 13:15
O caso “Banco Master” está produzindo muitas vítimas. E, pelo andar da carruagem, as melancias não conseguirão de acomodar na carroça. A coisa é séria e está indo para muito além das simples narrativas. Já não é um jogo de comunicação, mas a denúncia de um lamaçal que pode afundar gente muito graúda. As ligações muito perigosas de Daniel Varcaro, que foi preso de depois liberado, estão pipocando na panela. E, a última, do início desta semana, envolve o Ministro do STF, Alexandre de Moraes. O “dono do inquérito das fake news” ganhou poder e, em nome da democracia, questionada, tem tomado decisões monocráticas que afundam pessoas que nunca cometeram crimes. Agora, parece que as coisas estão tomando outros rumos. Aquela de o ministro ter mantido contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, colocou-o na ciranda da crítica até dos jornalistas de esquerda. Pode dançar!
As eleições de 2026, em que se elegerão deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidente da república, estão provocando discussões que até há um mês, estavam fora de cogitação. E, na sua esteira, aparecem com força a questão de impeachment de membros do STF. Um dos mais lúcidos políticos do Brasil é Alessando Vieira, senador pelo MDB-SE. As discussões estão vindo a partir de políticos que não aceitam mais a promiscuidade na Justiça. Contra os políticos, sempre há bombas, denúncias, investigações e até prisões. Contra osm togados supremos, absolutamente nada.
Ligações perigosas entre Alexandre de Moraes e o Banco Master, o próprio Banco, mais as questões dos aposentados do INSS, o rombo dos correios, e um leque importante de denúncias de corrupção nos três poderes estão na boca do povo e nos canais da mídia. A situação é insustentável e as cobranças da sociedade são muitas. O próprio Ministro Luiz Edson Fachin está tentando implantar um código de conduta. Moraes, Gilmar Mendes e Dias Tóffoli, estão até o pescoço. Flávio Dino, por sua atuação política, longe do que deveria ser a postura de um juiz, também é saco de pancadas. A proteção a uns e a pressão sobre outros está longe de evidenciar o senso de justiça e igualdade de todos perante a Lei.
Tentando desentortar as sandálias da burrinha
– Aquela atriz que se tornou famosa no rastro do talento da mãe dela revelou-se a burrinha da hora. E acabou protagonizando um fim de semana de turbulência nas hostes políticas e nos meios publicitários. Mesmo que não intencional, uma campanha publicitária da Havaianas, produto da Alpargatas, foi tão infeliz que já vem causando prejuízos à empresa. Perda de 3% no valor de mercado de suas ações na bolsa de valores.
A atriz de esquerda gravou um comercial que nem vou descrever porque isso já está enchendo o saco, passando a fala de que não é para iniciar o ano com o pé direito. E iniciou-se um grande boicote de consumidores. O que produziu a peça publicitária precisaria indenizar a contratante. E a atriz, ou é burrinha ou mal intencionada. Se fosse realmente inteligente, teria sugerido a alteração da redação do texto.
O meu chefe na Mercedes-Benz de União da Vitória, em 1972, me dizia: “Meu pai me ensinou que a gente não desentorta um preço. A gente precisa dizer que endireita o prego. (Sem desenho!). A falta de prudência ocasionou um forte impacto econômico e reputacional na Alpargatas.
A verdade é que a marca de sandálias Ipanema, muito bonitas, confortáveis e bem mais baratas do que a famosa da Alpargatas, acabou sendo comentada e evidenciada. O mesmo aconteceu com as da nossa Mormaii. Temporariamente, vai levar chumbo, como levaram as filhas de Sílvio Santos, do SBT, na semana passada. Como se tem dito “quem lacra, não lucra”!
Euclides Riquetti / Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com
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