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OPINIÃO

O VAI E VEM NÃO TERMINA, por Neusa Maria Breda

11/03/2026 às 17:40

1- O que é isto? 

Se alguém souber por favor avisem!

Parece que o mundo virou algo maluco demais ou é a gente que ainda não entendeu! Quanto mais a gente verifica o que está acontecendo, pior fica!

O que está acontecendo com a turma de esquerda e direita? Qual é pior? Duas coisas a gente pensa: os esquerdistas, querendo dizer que os outros tem culpa em tudo para proteger suas turmas como se os outros não precisam de nada. Só eles?

A turma do Lula joga para Bolsonaro e para Tarcísio de Freitas as doações de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro também preso na Operação Compliance Zero, na eleição de 2022. 

Acontece que o deputado Nikolas Ferreira usou no mesmo ano um jatinho que tinha entre os donos Vorcaro e também serve de pretexto para empurrar para o outro lado a confusão. 

Nesta época Ibaneis Rocha participava das tratativas para vender o Master para o BRB e isto é outro elemento usado pelos lulistas, assim como a alegada leniência de Roberto Campos Neto com o caso no Banco Central. Não vamos esquecer Ciro Nogueira, o “grande amigo de vida” de Vorcaro, mas é aí que a conversa de esquerda e direita já começa a se perder.

O senador foi ministro do governo Bolsonaro, mas costumava fazer campanha para Lula. Pode isto? Vamos lembrar que se não havia nada de errado, por que essas reuniões não foram registradas oficialmente?

Na realidade Vorcaro se cercou de amigos no Congresso, mas também de pessoas próximas a Lula como Wandowski e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que podem ser acusados de tudo, menos de ser de direita.

Mas seu grande ero, e aquele que causa mais constrangimento hoje é com dois ministros do STF, Dias Toffoli, com quem fez negócios e por quem vinha sendo beneficiado numa relatoria caótica do caso no Supremo, e Alexandre de Moraes, com quem mantinha uma relação pessoal, pelo que indicam as mensagens de celular do banqueiro, em meio à suspeita alimentada pelo contrato milionário do banqueiro com o escritório de advocacia da mulher do ministro.

É nesse ponto que a alegação de que esse se trata de um escândalo de direita desmorona totalmente, inclusive do ponto de vista argumentativo.

Moraes se estabeleceu nos últimos anos como o maior adversário de Bolsonaro, maior até do que o próprio Lula, e é por isso que hoje os lulistas se veem impelidos a proteger o ministro do STF nas redes sociais e o fazem, ainda por cima, com mentiras, porque não parece haver outra defesa.

É por conta de todas essas contradições que os lulistas atuam à base de briefings. O Master não é de esquerda ou direita, é de ganhar dinheiro fácil, se safar e não convencem ninguém além daqueles que só podem torcer para que Lula saia ileso dessa história.

Essa relação entre um juiz da mais alta corte do Brasil e um banqueiro enrolado já estava sugerida desde o fim do ano passado, quando veio a público o contrato de 129 milhões de reais entre Vorcaro e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

O milionário contrato levantou suspeitas sobre a real intenção de Vorcaro ao pagar tanto pelos serviços de Viviane, e as desconfianças só cresceram com o passar do tempo, com informações de que o ministro do STF e o banqueiro se frequentavam, reforçadas por indícios da investigação.

No dia que o banqueiro foi preso Volcaro e Moraes trocaram mensagens, mas negou. Imagina-se que Volcaro mesmo buscou proteção e o banco acabou liquidado e ele preso. Entretanto tudo piora quando se considera o rigor com que Moraes tratou Bolsonaro e todos os suspeitos e condenados pela trama golpista e hoje não servem de salvo conduto para o Ministro.

Destacou-se que tudo que foi feito pela esposa de Moraes e este contrato, se tivesse ido até o fim, remuneraria o escritório em R$ 129 milhões por 36 meses, o que representaria um pagamento mensal de R$ 3,6 milhões. Que tal?

Pouca coisa, não acham? 

2- Noite sem fim!       

Eles se bateram e terminaram em estrupo coletivo! Tudo isto em Copacabana, Rio de Janeiro! Quatro homens e um adolescente respondem na Justiça por estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos em Copacabana, zona sul do Rio!

A gravidade do episódio demanda investigação rigorosa e a devida responsabilização dos envolvidos, nos termos da lei. Necessário se faz!!

O caso também evidencia a urgência de ampliar o debate sobre consentimento, respeito e igualdade nas relações entre crianças, adolescentes e jovens. 

A prevenção da violência de gênero passa necessariamente pela educação e pela promoção de valores que reafirmem a dignidade e os direitos das meninas e das mulheres. 

Sim pessoal, temos estes direitos. A educação é essencial peça-chave para transformar uma sociedade ainda marcada pelo machismo e pela misoginia.

O Ministério das Mulheres e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania reafirmam seu compromisso com o fortalecimento de políticas públicas que protejam meninas e mulheres e promovam uma cultura de respeito, igualdade e direitos humanos. 

Neste mês, o Governo do Brasil apresenta uma série de agendas, ações e entregas voltadas ao fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas. 

Voltando ao caso, nesta semana a Justiça manteve a internação do adolescente investigado por participar de estrupo coletivo. Em audiência de custódia na vara de da Infância e da Juventude.

O adolescente é investigado por ato infracional análogo ao crime. A justiça aceitou a denúncia de Maria Fernanda e tornou os quatro adultos réus por estrupo coletivo e cárcere privado e os maiores se entregaram.

Vamos lembrar que há quatro adultos e o adolescente de 17 anos. O processo do abuso de Copacabana teve de ser desmembrado, pois o trâmite envolvendo menores infratores é diferente. Quem tem menos de 18 anos não comete crimes, mas atos infracionais.

Cabe a um promotor avaliar o pedido e manifestar sua opinião à Justiça. O MPRJ pode concordar ou discordar. 

Na segunda-feira, a Polícia Civil enviou ao MPRJ uma representação em que pedia a busca e apreensão desse adolescente pelo caso de Copacabana.

Messenberg recebeu o documento e, na resposta, escreveu que “a internação provisória somente será admitida quando demonstrada a sua necessidade imperiosa”.

Esse adolescente, ou aluno afastado do Colégio Pedro que é um dos mais tradicionais do Rio é alvo de 2 denúncias de estupro coletivos!

Duas meninas afirmam que ele as atraiu para os locais onde foram violentadas.

O 1º caso é o caso do jovem de 17 anos. Ela contou que tinha se relacionado com esse rapaz no passado e que havia recebido, em 31 de janeiro, um convite dele para sair. Ela aceitou e, ao chegar ao apartamento em Copacabana, viu os amigos dele.

Essa adolescente conta que consentiu apenas em fazer sexo com o ex e que, diante da insistência dele, concordou que os outros assistissem. Segundo ela, todos se despiram e passaram a violentá-la. Falando seriamente, isto não é coisa que se aceite, mas na forma como foi feito seria impossível não ser pior! 

Um deles chegou a perguntar se a mãe a via nua, já que ela estava "machucada e sangrando", segundo o relato da vítima à polícia.

Ao sair do prédio, a adolescente ligou para o irmão dizendo achar que teria sido estuprada. A família a levou à delegacia para registrar boletim de ocorrência. O exame de corpo de delito confirmou hemorragia e escoriações nas partes íntimas, lesões nas costas e glúteos e a presença de sêmen.

Câmeras de segurança do prédio registraram a saída dos suspeitos em horários próximos ao crime. Um relatório policial aponta que, ao retornar ao apartamento depois de acompanhar a vítima até a saída, o adolescente foi filmado fazendo gestos que investigadores interpretaram como de comemoração. 

A polícia classifica o episódio como "uma emboscada planejada": a investigação indica que a vítima foi atraída por meio do vínculo afetivo com o menor para que mantivesse relações com ele e com os amigos.

A jovem reconheceu os suspeitos pelas imagens das câmeras. A Polícia Civil encaminhou o inquérito ao Ministério Público e a prisão dos solicitou envolvidos.

Quatro jovens maiores de idade são réus pelo crime, além do adolescente investigado por ato infracional análogo. São eles: Gabriel e Mattheus foram presos no dia 3 de março. Vitor Hugo e Bruno Felipe se entregaram no dia seguinte. 

O adolescente era procurado desde 5 de março. A Justiça autorizou mandado de apreensão. Ele se entregou no dia seguinte por ser menor, a identidade não é divulgada. 

O procedimento relativo a ele foi encaminhado para a Vara da Infância e Juventude.

Vitor Hugo, que ocupava o cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Estado do Rio de Janeiro. Ele foi exonerado no dia 4 de março.

Após o caso, outras três jovens procuraram a polícia e afirmaram ter sido vítimas de estupro praticado por Vitor Hugo.

A 6ª Câmara Criminal do Rio negou, na terça-feira, dia 3, pedido de habeas corpus para revogar a prisão de três dos suspeitos. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que os processos tramitam em segredo de Justiça por envolverem estupro e menor de idade.

Até quando isto vai continuar?  Já passou tanto tempo e a mesmice continua.

Não merecemos estes continuísmos!

Grande a afetuoso abraço queridos amigos!  Saúde e paz sempre!

Até a próxima!

Neusa Maria Breda / Colunista