07/06/2025 às 14:13
Recomendações foram feitas pela Promotoria de Justiça da Comarca de Tangará, e o Prefeito de Pinheiro Preto tem até dez dias úteis para acatá-las. Depois disso, as exonerações poderão ser buscadas junto ao Poder Judiciário. Situação envolve nepotismo, falta de idade mínima e falta de qualificação técnica.
Uma das funções do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) é resguardar a moralidade administrativa, e a Instituição toma todas as medidas necessárias para combater situações que ferem os princípios descritos no artigo 37 da Constituição Federal, entre os quais estão a legalidade, a impessoalidade e a eficiência. Na sexta-feira (6/6), a Promotora de Justiça da Comarca de Tangará, Thayse Göedert Pauli, recomendou que o Prefeito do município vizinho de Pinheiro Preto exonere três agentes públicos que não preenchem os requisitos legais para ocuparem as funções para as quais foram nomeados.
Um é o Secretário de Transportes, Obras, Serviços Públicos e Desenvolvimento Urbano, pois ele é cunhado do próprio Prefeito e não possui aptidão técnica para a função, o que caracteriza nepotismo - prática vedada pela Súmula Vinculante n. 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), por comprometer a isonomia no serviço público.
Outro é o Diretor de Informática e Transparência, que teria sido nomeado para a função graças a uma alteração na Lei Orgânica Municipal, interpretada pelo MPSC como estratégica para acomodar apadrinhados políticos. Tal alteração consiste na redução da idade mínima para a ocupação de cargos comissionados.
A terceira é a Diretora de Turismo e Cultura, que não teria qualificação técnica para estar no cargo por não possuir formação superior nas áreas de Turismo ou História. Ela também teria sido nomeada após uma alteração na legislação municipal que teria flexibilizado as exigências para o preenchimento da função.
A Promotora de Justiça Thayse Göedert Pauli deu 10 dias úteis para o acatamento das recomendações. Depois disso, o MPSC poderá buscar as exonerações junto ao Poder Judiciário, com o ajuizamento de ações civis. ''O zelo aos princípios da moralidade administrativa deve ser permanente. O Ministério Público de Santa Catarina não admite favorecimentos ou nomeações políticas que desconsiderem critérios técnicos e legais'', destaca.
/ Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
Cerimônia do Gral e Pistilo: início dos estudantes de Farmácia
PCSC combate às facções criminosas e R$ 4 bilhões em bens bloqueados
Fraudes em licitações é alvo em 4 municípios no Oeste-SC
PRF e Receita Estadual combatem sonegação fiscal e excesso de peso na BR-470
PRF apreende remédios emagrecedores e anabolizantes contrabandeados
Joaçaba Futsal recebe o Lages neste domingo pela LNF Silver
Homem é preso por furto de fios de energia
Condutora de triciclo elétrico fica ferida após colisão com veículo estacionado
Polícia Militar realiza reunião em Joaçaba com empresários sobre serviço de motofrete