21/07/2025 às 17:28
O economista e ex-ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega, classificou como “gravíssimo” o atual momento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, marcado por atritos diretos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo Mailson, a escalada retórica e o anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros representam uma ameaça concreta à economia nacional.
“A tarifa pode matar a economia do país”, alertou o ex-ministro, em entrevista na quinta-feira (18). Ele ressaltou que o cenário envolve um interlocutor imprevisível. “O mundo está lidando com um homem louco, megalomaníaco e que tem poder. Como ele mesmo disse: ‘Eu fiz a tarifa de 50% porque eu posso’. E ele tem razão.”
Mailson criticou a carta de Trump citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, publicada em rede social, seu julgamento à imposição das taxações. “Não se comunica tarifa através de carta, muito menos se divulga em rede social dizendo que o objetivo é interferir num processo judicial. Isso nunca aconteceu na história do comércio internacional.”
Para o economista, a resposta do governo brasileiro deve priorizar a diplomacia. “Lula deveria ficar calado nesse momento e deixar a negociação com os profissionais do Itamaraty, com o apoio de empresários e membros experientes do governo. Estamos lidando com chantagem em escala internacional.”
Se Trump já estava preparando o anúncio, não tem como saber, mas na prática quem provocou o megalomaníaco foi o próprio Lula na reunião do BRICs, querendo aparecer e falando asneiras sobre moedas, relações internacionais e política mundial. “Se você não tem armas para entrar numa guerra, não provoque quem é mais forte”. Lula foi irresponsável, falastrão, sem juízo e anti-diplomático.
Caso as tarifas entrem em vigor em 1º de agosto, Mailson prevê prejuízos significativos. “A Embraer estima perdas de R$ 50 milhões por avião. Produtos como o suco de laranja também serão impactados. Não dá para redirecionar esse comércio da noite para o dia.”
Continuando a provocação ao megalomaníaco acaba deixando-o numa encruzilhada sem volta, ao ponto de ser desmoralizado em seu país caso não venha a manter a “ameaça”. Ficara desacreditado. Então, se tiver algum líder (acho que não) dentro do Governo, peça para Lula ficar calado.
E finaliza: “Sinceramente, não sei como essa negociação vai acabar. Mas este é, sem dúvida, um momento muito grave para o comércio exterior do Brasil.”
/ Com Informações do Portal Fiesc
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