12/03/2026 às 15:44
Impasse entre prefeito de Chapecó, Topázio e ex-governador Jorge Bornhausen pôs em xeque projeto do partido ao governo de SC, mas João Rodrigues reafirmou candidatura após conversas
A crise que ameaçou a pré-candidatura a governador de João Rodrigues (PSD) começou com uma troca de farpas em um grupo de WhatsApp que reúne a diretoria executiva do partido em Santa Catarina. Prefeito de Chapecó, João Rodrigues anunciou a renúncia do cargo para o próximo dia 21, para poder concorrer ao governo de SC. No entanto, entre esta quinta (12) e sexta-feira (13), a pré-candidatura dele ficou em xeque após um racha entre ele e o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, filiado ao PSD, mas alinhado politicamente ao governador Jorginho Mello (PL), provável rival de João nas urnas em outubro. Nesta sexta-feira, João Rodrigues reafirmou a condição de candidato e a permanência no PSD após um anúncio de processo de expulsão de Topázio Neto da legenda.
A reportagem do NSC Total apurou que a discussão no grupo de WhatsApp ocorreu na quarta-feira (11) e começou após João Rodrigues enviar o link de uma entrevista de Topázio Neto à jornalista Soledad Urrutia, do portal Upiara. Na entrevista, Topázio afirma que ficaria no PSD, mas que apoiaria Jorginho Mello na corrida para o governo do Estado. As declarações teriam aumentado o desconforto com o prefeito da Capital, que já ocorriam pelas afirmações de apoio ao atual governador.
Começo de tudo
O jornalista Hermar Mota Filho, revelou hoje em sua página, importantes mudanças nas pré candidaturas ao governo do Estado. Segundo ele intensos movimentos nas últimas horas consolidaram o nome do vereador da Capital, Afrânio Bopré (PSOL) a Senado na chapa da esquerda ao lado de Décio Lima (PT), com Gelson Merísio ao governo (que sairá do Solidariedade semana que vem rumo ao PSB de Alckmin) e com Ângela Albino (PDT) de vice.
O diabo loiro, ao estilo "come quieto", fechou sua chapa. Dário que disputava a predileção da esquerda a Senado ficou de fora com a entrada de Bopré, e deve voltar ao MDB e disputar uma vaga na ALESC.
João Rodrigues (PSD), por sua vez, tentou enfrentar o prefeito da Capital, seu correlegionário, Topázio Netto, exigindo a saída do último do partido por conta da posição expressa de Topázio em apoiar a reeleição de Jorginho Mello.
O menino de Faxinal dos Guedes, o Mick Jagger da política catarinense, Eron Giordanni, deu seus últimos suspiros à frente dos Kassabistas ontem na ALESC. Jogou a toalha no final da noite. João não agregou nem o próprio partido no seu projeto de disputar o governo. E o PSD já é de Topázio na Austrália.
Totalmente isolado, dentro do próprio PSD, o entorno de João Rodrigues trabalha já com outras hipóteses. Por-se a Senado e apoiar Raimundo Colombo a governo. Permanecer à frente da prefeitura de Chapecó ou até mesmo buscar abrigo na federação União-PP, esta última hipótese é a menos provável, notadamente pelo envolvimento de caciques da federação no escândalo do Banco Master.
Nada de tão novo assim para quem acompanha a coluna. Semana passada já alertamos que só faltava Merisio definir entre Dário e Bopré a Senado, e que João iria mesmo acabar disputando também o Senado da República, onde pelas circunstâncias do segundo voto terá vida menos difícil que bater de frente com Jorginho Mello, que segundo as pesquisas, tende ser reeleito em primeiro turno.
Ontem mesmo o cacique Jorge Bornhausen anunciou que João Rodrigues não é mais candidato ao governo de SC
O ex-governador Jorge Bornhausen reuniu a imprensa, em Florianópolis, para anunciar que o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, não é mais o candidato do PSD ao Governo do Estado.
Durante a coletiva, Bornhausen revelou que a decisão ocorreu após uma discussão interna dentro do partido envolvendo a situação do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. Embora filiado ao PSD, Topázio trabalha contra o projeto político do partido no Estado.
O ex-governador afirmou que não teria gostado do tom da discussão com João Rodrigues. Segundo ele, a crise se agravou após uma conversa em um grupo de WhatsApp da legenda, na qual Rodrigues teria afirmado que poderia deixar de ser candidato caso Topázio permanecesse no partido.
Depois do episódio, Bornhausen conversou na noite de ontem, durante um jantar, com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. A partir desse diálogo, decidiu convocar a imprensa para comunicar que Rodrigues não será mais o nome do PSD na disputa pelo governo.
Bornhausen também afirmou que o partido terá candidato. Ele citou como possíveis nomes o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, o deputado estadual Napoleão Bernardes e o ex-governador Raimundo Colombo.
Outro ponto destacado por Bornhausen foi o cenário nacional da legenda. Segundo ele, o PSD trabalha para lançar o governador do Paraná, Ratinho Júnior, como candidato à Presidência da República, anúncio que deverá ocorrer no fim do mês.
Apesar da decisão, Bornhausen disse esperar que João Rodrigues permaneça no partido.
Procurada, a assessoria de Rodrigues não se manifestou oficialmente. No entanto, uma fonte próxima ao prefeito afirmou que ele foi pego de surpresa com a decisão e que deverá deixar o PSD, avaliando seu futuro político nos próximos dias.
Uma coletiva de imprensa foi marcada para esta sexta-feira, às 9h, no Hotel Mogano, em Chapecó, quando João Rodrigues deverá fazer seu pronunciamento oficial.
Mario Serafin / Fonte: jornalista Hermar Mota Filho
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