01/04/2026 às 14:31
Evento reuniu presidentes e deputados do PSD, MDB, PP e União Brasil, além de lideranças políticas de todo o Estado
Em um ato carregado de simbolismo político e tom de largada eleitoral, João Rodrigues (PSD) renunciou nesta terça-feira (31) à Prefeitura de Chapecó e lançou sua pré-candidatura ao governo de Santa Catarina.
Diante de lideranças de PSD, MDB, União Brasil e PP, o agora pré-candidato transformou a despedida em um evento de afirmação de força política, embalado por números de sua gestão e um discurso que buscou projetar Chapecó como modelo para Santa Catarina.
João Rodrigues deixa o cargo após mais de cinco anos à frente do município com a marca de R$ 1,7 bilhão em investimentos desde 2021. Como último gesto administrativo, anunciou um novo pacote de R$ 200 milhões em obras.
No discurso, fez um balanço enfático da gestão.
“Quem acreditaria que estaríamos entregando num curto espaço de tempo uma cidade 100% asfaltada, tirando barro e a poeira da porta da casa do trabalhador? Eu digo mais: eu só quero que Santa Catarina me dê oportunidade de mostrar aquilo que fizemos e como fizemos. Conseguimos transformar a nossa cidade. Que os catarinenses saibam, sim, que é possível fazer obras de infraestrutura desde que sejam planejadas”, afirmou.
A fala também marcou a transição do gestor para o candidato. Rodrigues direcionou críticas ao governo estadual e buscou estabelecer um contraste entre modelos de gestão.
“Lamentavelmente encerra-se um governo [do Estado] que não duplicou uma rodovia estadual. Que lançou o maior programa publicitário da história, investindo no ano passado e agora, próximo de R$200 milhões, para anunciar um programa chamado Estrada Boa, que se resume ao recapeamento de rodovias estaduais”, disse.
Ao ampliar a crítica, elevou o tom e lançou um desafio direto.
“Nós duplicamos mais rodovia em Chapecó do que o governo do Estado em quatro anos. Nós fizemos mais obras, com projetos contratados pelo nosso governo. Obras contratadas e executadas pelo nosso governo, mais do que o governo do Estado fez. A propaganda é gigante, mas a entrega são de obras do ex-governador Moisés”, declarou.
Elogios à gestão de Chapecó
O evento também foi uma demonstração de força política. No palco, aliados reforçaram a construção de uma candidatura robusta e estadual.
O presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), destacou o impacto da gestão de João Rodrigues.
“Você pode andar Brasil afora e conhecer grandes cidades. Mas quando você vem a Chapecó, você sente a diferença. Aqui tudo é grandioso”, afirmou.
Em seguida, indicou o movimento de articulação política em curso.
“Falaram que o João estava isolado. O João vai estar muito bem acompanhado. Vai construir junto com a aliança que está sendo formada, um projeto de curto, médio e longo prazo. É isso o que nós queremos”, disse.
Mesmo à distância, o senador é presidente do PP, Esperidião Amin, sinalizou convergência: “Quero te dar os parabéns. Que Deus permita estarmos juntos numa jornada de unidade”, afirmou.
O presidente estadual do MDB, o deputado federal Carlos Chiodini, também reforçou o alinhamento político. “Que Deus ilumine seu caminho e vamos juntos a uma nova vitória”, disse.
Força do Oeste
Coordenador da federação União Progressista em Santa Catarina, o deputado federal Fábio Schiochet (União Brasil) associou a candidatura ao protagonismo regional.
“O povo do Oeste mostrou que tem [coragem] e tem de sobra. Está na hora de Chapecó colocar um governador lá pra fazer a coisa direito. Fazer o que você fez aqui”, disse.
Ao deixar o cargo para disputar sua 11ª eleição, João Rodrigues transforma o fim de um ciclo administrativo em ponto de partida para uma campanha que começa com base política organizada, discurso de confronto e a tentativa de converter a experiência local em plataforma para governar Santa Catarina.
Erros primários
O primeiro vem sendo construido e mal pensado. O ex-governador Carlos Moisés (o governador dos respiradores fake da pandemia) mais prejudica do que ajuda na votação. Vai carregar a pecha de se unir com quem não soube governar. Em ato contínuo elogiou as obras do governo dele. Não desmerecê-las, mas a população não lhe dá credibilidade.
O segundo erro foi ser regionalista demais no seu lançamento. O Oeste tem sua força sim, mas ele é candidato do estado todo. Por certo as regiões de Blumenau, Joinville, Criciúma, etc deve estar se perguntando. Só o Oeste que tem força?
João terá um árduo trabalho para conquistar eleitores no Estado, mas o que tudo indica de a disputa ficou agora com dois candidatos de deireita, não dando a mínima chance ao candidato do PT “55”, Gelson Merísio que vê escorrer entre o dedos as chances do provável segundo turno.
Mario Serafin / Fonte: RCN
A composição da Alesc com o encerramento das eleições proporcionais para o Estado
Votação para o Senado em Santa Catarina
Jorginho Mello é reeleito Governador em Santa Catarina
Eleitos rm Santa Catarina
Deltan Dallagnol diz que está elegível após decisão do TSE no dia do 1º turno.
Mentira da Globo de perna curta!
AXJ faz história no brasileiro escolar e coloca Joaçaba no pódio nacional
Tráfico de drogas em Barra Velha
Candidatos a Deputado Estadual SC – Por Partido - Parte 2