Portal Cidadela

OPINIÃO

Gente, está muito ruim!!!

22/11/2025 às 02:46

1. O homem e a enteada

Um homem foi preso por suspeita de estuprar e engravidar a própria enteada, uma menina de 13 anos, na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Estupro foi descoberto no momento em que a adolescente foi registrar a bebê. O cartório estranhou a idade da mãe da criança recém-nascida e acionou o Ministério Público estadual.

Ministério Público notificou a Polícia Civil, que passou a investigar o caso e descobriu que a adolescente era vítima de abusos sexuais cometidos pelo padrasto. O homem foi preso preventivamente na semana passada, mas a promotoria divulgou o caso agora. 

Padrasto negou que tenha abusado da enteada. Entretanto, exame de DNA confirmou que o homem é o pai da criança, segundo o MP.

Mãe da adolescente tentou proteger o marido e alegou que a filha havia sido abusada na escola. Essa versão, porém, foi desmentida durante as investigações. 

Promotoria acusa a mãe de omissão nos cuidados da filha e conivência com os abusos cometidos pelo ex-marido. Por esse motivo, a mulher perdeu os direitos maternos que exercia sobre a adolescente. Ela, entretanto, não foi presa.

Adolescente e a bebê foram encaminhadas para acompanhamento psicológico e social.

Justiça catarinense ratificou a prisão preventiva do padrasto. Por se tratar de um crime de abuso, os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Não dá para aceitar nem o padrasto e muito menos a mãe. Esta última nem merece o nome de mãe. Coitada desta criança! Aliás nenhum dos dois merecem menos que cadeia e se possível algumas surras por dia!

Além disto é indispensável saber que qualquer um de nós pode denunciar violência sexual. Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados.

 O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento.

Como está difícil aceitar certas coisas! 

2. Esta é demais!

Um homem foi preso por suspeita de perseguir e tentar atropelar a ex-esposa em Morrinhos, na região central de Goiás.

Que tal esta? 

Vítima foi perseguida pelo ex-companheiro, mostram as imagens. Vídeo de uma câmera de segurança mostra o momento em que a mulher corre pela rua enquanto o homem vem logo atrás dela, dentro de um carro.

Mulher chega a subir no portão de uma casa e grita por socorro. Na sequência, o homem avança com o automóvel, atinge o portão e a vítima cai no chão.

Com a mulher caída no chão, o homem tenta atropelá-la novamente. Ela se levanta rapidamente, consegue entrar na residência e pede ajuda dos moradores. 

Ao ver que a mulher conseguiu ajuda, o homem dá marcha à ré e foge do local. Ele foi preso em flagrante pouco tempo  e estava com sinais de embriaguez, segundo a Polícia Militar de Goiás. 

Mulher, que era vítima de violência doméstica, já tinha e medida protetiva contra o ex-marido. Em depoimento, ela relatou que antes de persegui-la com o carro, o homem tinha ido até seu local de trabalho.

Justiça de Goiás manteve a prisão preventiva do homem durante audiência de custódia. Ele responderá por tentativa de feminicídio e embriaguez ao volante.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Está ficando muito difícil aceitar estas coisas. Pode ser que alguns digam: isto sempre aconteceu. 

3. Muito interessante!

Entre janeiro e fevereiro deste ano, 10.000 brasileiros foram ouvidos sobre quase 200 perguntas relativas a temas que rendem acaloradas discussões dentro e fora das redes sociais.

Isto é importante para a gente ver como anda este país. Para se ter uma ideia apenas 11 por cento do eleitorado está preocupado com direita e esquerda e isto significa 18 milhões de pessoas que tem posições e não mudam e conserva suas militâncias.

A pesquisa constatou que a maioria da população, ou 54% é absolutamente desapaixonada de política, não reza a cartilha de nenhum partido, evita entrar no ringue ideológico e tem a capacidade de flutuar da esquerda à direita em temas que costumam dividir a sociedade. 

Faço parte desta turma que confia nas instituições e que ignora os donos da verdade e a turma da esquerda e da direita. Mesmo portando 88 milhões de brasileiros, classificados como “invisíveis”, que se mantêm ao largo desse clima de polarização. 

Os pesquisadores dividiram a sociedade em seis segmentos distintos, um especial um espectro bem mais amplo do que a dualidade costumeira! 

São eles:  os progressistas militantes ou radicais, a esquerda tradicional, os patriotas indignados ou radicais, os conservadores tradicionais, os desenganados e os cautelosos.

Os radicais de esquerda e de direita representam, respectivamente, 5% e 6% da população. Organizado e com uma adesão automática à agenda defendida por seus principais líderes tais como o presidente Lula ou Jair Bolsonaro 

Esse grupo é o mais escolarizado, se engaja em manifestações e parte para o embate retórico sempre que possível São os regentes do clima de confronto.

Alinhados aos radicais, mas pouco mais moderados estão a esquerda e os conservadores tradicionais, que somam 14% e 21%, respectivamente. Ambos têm algum grau de identidade partidária, mas não é sempre que dão eco a temas políticos e que se engajam nos debates.

Os invisíveis ” representam mais da metade do eleitorado, é menos escolarizado, mais pobre e religioso e tende a ser conservador nos costumes e esperar maior assistência do Estado e se dividem entre os “desengajados” e os “cautelosos”. 

Os invisíveis não compartilham notícias nas redes sociais, não discutem com a família e não vão a protestos simplesmente porque sentem que expressar a opinião política não vale a pena.

Preferem então ficar em silêncio. Segundo dizem eles têm uma elaboração muito pragmática, voltada para o serviço público e a oferta de empregos.

Nas últimas eleições, cerca de 25% dos invisíveis votaram nulo, em branco ou ignoraram a eleição e significa descontentamento!

Alguns dizem que eles não têm afeto por liderança política nenhuma, mas é isso que os fazem diferentes e cortejados. 

Nas pesquisas mensais que fazemos, constatamos que há 20% dos ‘invisíveis’ mais à direita, 20% mais à esquerda e 10% que se mostram de fato independentes afirmar os que atuam na área.

Pode-se dizer que uma minoria organizada consegue ter um impacto relevante porque há uma maioria dispersa. 

Os que atuam na área afirmam que cerca de 2 milhões de publicações são efetuadas por dia sobre política. Desse total, quase a metade cita nominalmente o presidente Lula ou o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas na minha convicção ambos poderiam sumir de vez!

Seria triste demais para este país ter que aguentar Lula de novo porque não acredito que Bolsonaro esteja de volta!

É muito difícil agora falar em uma ou outra pessoa para esse nosso Brasil porque sabemos que muita gente está apenas esperando qual virá porque é preciso que tenhamos uma disputa pelo voto que não apenas atuem como moralistas, mas que sejam efetivamente moralistas corretos, que tenham como base o trabalho, o respeito, a paz e a Justiça.

Não seria o suficiente? Dá para pensar deste jeito com Lula ou Bolsonaro de Novo? Impossível.  Espero que os dois sumam para sempre!

Tudo isto por que não nos interessa polêmica, time, viés ideológico! Queremos qualidade de vida e não armadilhas.

Vamos liberar nosso Brasil de porcarias e inconsequentes que estamos presos. Vida Nova, meu Deus!!! 

`0timo fim de semana, saúde a paz sempre!

Grande e afetuoso abraço!

Neusa Maria Breda / Colunista