11/03/2026 às 12:12
Sei muito bem que esse assunto é muito triste, mas é preciso escrever sobre isso e, alertar as todas as mulheres. No Brasil já atingiu níveis assustadores e recordes e, aponta em vários noticiários que 2025 foi o ano mais violento com dados assustadores.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou quatro mulheres assassinadas por dia. E a maioria desses casos ocorre em pleno ambiente doméstico e, muitas vezes ocasionado por ex-companheiros que não aceitam o fim do relacionamento.
Mas para que isso aconteça a MULHER já vem sendo ameaçada por violência, silêncios e controle, tudo por uma cultura machista que relativiza o consentimento e protege agressores. Com certeza isso precisa acabar. Os canais de ajuda existem sim, porém quando o socorro chega muitas vezes já é tarde.
Os canais de ajuda o 180 e o 190 funcionam, mas o medo da MULHER ainda é muito silencioso, pois envolve filhos, família, dinheiro. Dia 08 de Março é sempre comemorado o Dia Internacional da Mulher, porém não podemos esquecer o real significado dessa data.
O feminicídio é de fato a manifestação mais grave da violência contra a mulher, mas não é a única. Como já disse é no espaço privado quase invisível que a VIOLÊNCIA acontece e, por pessoas próximas sendo maridos, companheiros, familiares e, aí é aquele velho ditado de que “sapos precisam ser engolidos”, mas o terror é mesmo é que essa violência começa com críticas excessivas, xingamentos, chantagens, ciúmes e atitudes carregadas de ódio e raiva e, de repente aquela linda MULHER vira um bicho por gestos machistas que destroem a vida da mulher.
Essas atitudes começam de forma “você não vai sair com essa roupa”, “quem decide sou eu”, “você não manda em você, quem manda sou eu” e... aí vai. E não se trata de uma regra, mas de uma tendência onde a violência tende a aumentar cada vez mais. E nesse contexto através do ciclo da violência precisamos ACABAR. Quando ela já se encontra instalada, mesmo que de maneira sutil, velada, quase invisível, é fundamental que cada mulher encontre apoio e acolhimento para conseguir romper com essa experiência.
A violência contra a mulher é um ato de poder e, como tal, deve ser combatida. No dia 08 de março, e nos demais dias do ano, a luta em prol dos direitos das mulheres continua. Que as mulheres possam adotar, no seu cotidiano, o conceito de sororidade, tão profundo e transformador: diz respeito a uma relação de irmandade, de união, de afeto e de amizade entre as mulheres, que busca o apoio mútuo e a luta pelos seus direitos, notadamente o direito de vivermos e sermos livres.
A desigualdade de gênero normalizado autoriza socialmente a subjugação das mulheres de que somos do sexo frágil e, que podem fazer tudo conosco. Quando ousam se posicionar e enfrentar as violências, recebem respostas agressivas por parte dos homens que muitas vezes culminam no FEMINICÍDIO. Mas o feminicídio não está necessariamente ligado à reação das mulheres.
Então nessa ausência ou ineficácia de políticas públicas para enfrentar essa situação desde o apoio às vítimas até a efetiva punição aos agressores, tornam o cenário mais complexo. Somente com ações integradas e contínuas, com participação efetiva de toda a sociedade, será possível eliminar o feminicídio e construir uma sociedade justa e segura para todas as mulheres.
EU SOU mulher e, defendo os direitos que nos permitem dizer “NÃO”. Abraços de Gigi Maltez. Cuide de si e de todos. Beba com moderação. Leia minha coluna.
Gigi Maltez / Colunista
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