02/10/2026 às 04:26
Essa frase vem do famoso Efeito Mandela onde a Rainha Má diz na história original da Branca de Neve. Mas no contexto da política, a frase “espelho, espelho meu tem outra conotação baseada numa ilusão de poder e vaidade, onde muitos políticos perdem a noção do tempo nessa realidade atual.
A Bruxa sempre consultava o espelho para conferir sua beleza, poder e popularidade. O espelho lhe respondia negativamente, assim como está as eleições desse ano onde cada candidato quer apagar a luz do outro, ou talvez quebrar o espelho. Para essas eleições 2026 é preciso olhar mesmo a vida real de cada trabalhador. Não existe eleição sem o povo, porque para ele sempre existe outras belezas, outros poderes, outras escolhas. E sempre haverá alguém mais bonito que vai fazer a diferença.
Por quê?
Porque na democracia o bom é que existam outras alternativas dando comando para aquele que num período determinado vai cumprir com suas promessas conforme a Constituição Federal. Esse Efeito Mandela é um fenômeno psicológico coletivo em que diversas pessoas têm lembranças idênticas sobre algo que nunca ocorreu ou que aconteceu de forma diferente.
A gente vive num país que desde 2013 já dizia que o período seria de muitas transformações sociais, políticas e culturais sem precedentes. Se dizia que a religiosidade e família andavam juntas e, que a honestidade era rica, com uma meritocracia (habilidade, mérito e esforço individual).
Somos de fato um Brasil de fé e família, conservador, empreendedor, orgulhoso de sua cultura, mas inseguro e cheio de ressentimentos. No fundo com gigantesco espelho coletivo reflete as sombras que não queremos encarar. Então é assustador e até cômico vermos que todo brasileiro pensa diferente.
A esquerda se diz refletida e iluminada pela razão e a direita crê e se considera guardiã dos bons costumes e ambos se lambuzam por igual numa intolerância de palavras mal proferidas sem pensar em seu povo.
E assim nosso país segue dançando no salão dos espelhos partidos, à espera de um governante verdadeiramente corajoso suficiente para limpar o vidro e enxergar a verdade coletiva chamada POVO.
Quem é que manda no voto?
POVO! Mas a política deixa de ser disputa entre projetos e passa a ser uma guerra moral. E quanto maior for a humilhação do outro, melhor será a força própria. Nesse caso não é apenas individual. Ela se torna projeto de poder. O líder promete restaurar a grandeza perdida, devolver orgulho aos humilhados e, desta forma impor respeito aos que se sentem desprezados.
É triste, mas verdadeiro porque atrás de promessas pode estar apenas a velha operação do ressentimento: meu desejo é de domínio. E as campanhas já foram feitas e, domingo dia 04/10/2026 lá estaremos para escolher nossos representantes. Essa é de fato uma verdade universal e pertinente. No entanto é preciso anotar que políticos de todos os aspectos ideológicos quase nunca mostram as consequências de suas gestões nas áreas de cultura.
Mostram que a preocupação deles se baseia em hospitais, escolas, faculdades, pontes e viadutos, casas populares, impostos, taxas, juros, projetos de lei, renda emprego e exportações. Mas não falam de melhorar o analfabetismo, bandidagem, drogas, pobres de rua...
Enfim falta um Projeto de Vida deles para a população. E de fato essa República não sobrevive quando deixa de ser de todos. Então vote consciente e de que nós todos queremos uma mudança radical do pior para o melhor. Quem decide somos nós!
Boa votação! Bom final de semana. Cuide de si e de todos. Beba com moderação.
Abraços de Gigi Maltez.
Gigi Maltez / Colunista
Onde votar em Joaçaba. Local de sua Urna
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