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ARTIGO

DANE-SE!

27/05/2026 às 18:07

Vivemos num mundo onde as pessoas estão a cada dia revoltadas, com ódio, raiva e, querem a todo custo viver de forma errada. Esqueceram os bons modos de educação, respeito e dignidade humana. E nessa palavra DANE-SE é usada para demonstrar indiferença, desapego ou impaciência em relação a algo ou alguém. Ela indica que a pessoa não se importa mais as consequências ou com o resultado de uma situação. 

E num entendimento mais acentuado é uma indiferença, rejeição e tem mais: que se lixe, que se exploda, dane-se, não estou nem aí... E na pura verdade é descaso usado quando decide ignorar as consequências de uma ação. “Se eu gastar esse dinheiro agora, que se dane, depois eu vejo.” E de fato vivemos isso em nosso município com situações delicadas voltadas a um desvio grande de dinheiro que, prejudica sim nós moradores. 

A expressão vem do verbo danar, que originalmente significa causar danos ou irritar. De forma informal DANE-SE substitui expressões mais pesadas quando se quer romper com uma situação. Em outros segmentos as pessoas poderão dizer que não se importam o que falam ou pensam delas.  E, ainda podem simbolizar o desapego, a libertação de amarras e a entrega ao fluxo da vida. 

Porém o DANE-SE pode estar longe de ser um mero xingamento, pois representa a coragem de abandonar expectativas alheias, o controle excessivo e a autocobrança, permitindo que você relaxe e confie no Universo. Você pode dizer “dane-se” para uma situação fora de seu controle, você pratica a entrega, aceitando que nem tudo precisa ser perfeito. 

Na filosofia de John Parkin ele defende que a expressão atua como uma ferramenta espiritual que ajuda a reduzir o EGO e a Viver o Presente. Porém ele ainda explica que a linha entre Libertação e Negligência ele deva focar em soltar o que não se pode controlar, e não negligenciar suas responsabilidades ou machucar o próximo. A expressão atua como uma chave para a liberdade mental, lembrando que a paz interior muitas vezes surge no exato momento em que você decide parar de lutar contra o que não pode mudar. 

Dentro dessa análise percebemos que a outra palavra que precisa existir sempre é a PUNIÇÃO onde o impacto emocional e psicológico perdura sobre a tortura sobre indivíduos e a comunidade. E vivemos nesse complexo moderno pensando seriamente que a sociedade tenha avançado em muitas áreas, as memórias e cicatrizes ainda moldam as interações sociais. 

Se formos enumerar tudo o que é DANE-SE e PUNA-SE estaríamos com as cadeias cheias abarrotadas de gente chique, de nariz empinado dizendo: Eu não falei isso e eu não disse isso. Então temos muitas atrocidades por aí que são nomeadas de: ganância, feminicídio, roubo, mortes e, com o ódio acima de qualquer dignidade humana. 

Nosso padrão não tem visibilidade rápida para as práticas punitivas. E fica aí a dúvida de que todos nós temos uma história e, ela não fica no passado. Ela vive nas decisões, nos discursos e nas escolhas do presente. Quando fatos são apagados, distorcidos ou esquecidos, abrimos espaço para que os mesmos erros se repitam. 

Preservar a memória é um compromisso com a verdade, com a justiça e a democracia. Por isso lembrar é resistir. Estudar é transformar e, contar a história como ela realmente aconteceu é um ato de responsabilidade coletiva. Então quem não deseja saber a verdade DANE-SE, às vezes é sim outras é não pois “onde há fumaça, há fogo. 

Obrigada pelo meu fã José Carlos por ter me enviado um e-mail carinhoso perguntando porque não estava mais escrevendo...Problemas de saúde com meu pai. Agora tudo bem. 

Cuide de si e de todos. Beba com moderação. 

Carinhosamente Gigi Maltez.

Gigi Maltez / Colunista