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CORRUPÇÃO

CPI da Prefeitura ouve primeiros depoimentos, nesta segunda (30)

30/03/2026 às 18:46

Comissão investiga desvio de recursos públicos na prefeitura de Joaçaba

Amparado por um ofício no qual alegou o pleno exercício dos seus direitos constitucionais, o servidor exonerado da prefeitura de Joaçaba, sobre o qual recaem suspeitas de desvio de recursos, Bruno Rogério da Espada, não compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Prefeitura, cuja sessão ocorreu na tarde desta segunda-feira, dia 30/03, no plenário da Casa Legislativa. As outras duas servidoras do Poder Executivo, convocadas como testemunhas, as contadoras Eliane Ceron Vier e Fernanda Braga compareceram e foram as primeiras a serem ouvidas pelos vereadores que integram a CPI da Prefeitura. A CPI foi instaurada no Poder Legislativo, em fevereiro, com o objetivo de colaborar no processo de investigação de desvio de recursos na prefeitura de Joaçaba. Os desvios foram identificados pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC) em dezembro de 2025.   

Os três integrantes da CPI, Diego Bairros (presidente), Jean Calza (relator) e Ricardo Menezes (membro) questionaram sobre as contadoras sobre a hierarquia dos cargos na Secretaria de Administração e Finanças, quais são os tributos arrecadados pelo município, quem possui autorização para efetuar pagamentos no setor da Tesouraria, existência de mecanismos internos de controle, como e quem possui acesso as contas bancárias da prefeitura, entre outros. Eles questionaram também a existência e os serviços prestados por parte de uma empresa terceirizada que que presta assessoria contábil.

De acordo com os depoimentos e com as investigações que já estão andamento por parte do Tribunal, da Polícia Civil e do Ministério Público, os desvios ocorriam, de forma mais específica em contas nas quais o município recebia o repasse de ICMS. De forma mais genérica, ainda segundo elas, o então Tesoureiro já alterava, nos relatórios, o valor recebido, reduzindo os mesmos e fazendo transferências para contas pessoais, e forma que não houvessem diferenças evidentes entre receitas e despesas.

Adriana Panizzi / Assessoria de Imprensa da CMJ