13/02/2026 às 23:48
Muito antes de conquistar apreciadores exigentes no mercado de cafés especiais, o café já fazia parte da identidade catarinense, a ponto de estampar a bandeira do Estado, criada em 1895. Agora, essa tradição ganha um novo impulso. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) instituiu o Projeto Café Sombreado Catarinense, que inicia operação em março deste ano e integra o Programa de Financiamento ao Desenvolvimento Rural, Pesqueiro e Aquícola de Santa Catarina (Financia Agro SC).
O projeto tem como objetivo fortalecer e expandir o cultivo de café arábica em sistema sombreado, realizado em consórcio com bananeiras, palmeiras e espécies arbóreas nativas, especialmente nas regiões do Litoral e do Vale do Itajaí. “A criação desse projeto atende as demandas de associações de produtores, entidades representativas da agricultura familiar e pequenas torrefações locais, que identificam na cultura uma oportunidade de diversificação produtiva, geração de renda e agregação de valor”, explica o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.
Embora as poucas iniciativas de plantio comercial no Estado estejam em implantação, o cultivo do café sombreado permanece vivo nas propriedades da agricultura familiar. O gerente de projetos da Sape, Thiago Leal, especialista em cafeicultura, explica que nessas áreas o sistema consorciado proporciona plantas mais vigorosas e longevas, com boas condições fitossanitárias e produtivas.
“No sistema de cultivo sombreado, o fruto do café tem a sua maturação mais lenta gerando uniformidade dos grãos. Esse conjunto de fatores, somado à latitude, maritimidade, clima e solo das regiões, resultam em cafés com perfil sensorial diferenciado, voltados ao mercado de cafés especiais brasileiro — segmento que segue em expansão”, destaca Leal.
Apoio financeiro
O apoio financeiro será feito por meio do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR). Para participar, os agricultores devem procurar os escritórios da Epagri. Podem acessar o recurso produtores com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo, desde que comprovem condições para o cultivo e a produção de café.
O valor pode chegar a R$ 50 mil por família, no caso de projeto individual, ou até R$ 120 mil em projetos coletivos, com pelo menos três famílias. O pagamento pode ser feito em cinco parcelas anuais, sem juros, com três anos de carência. Quem pagar as parcelas em dia tem 30% de desconto. A carência será concedida mediante laudo da Epagri que comprove a implantação e o desenvolvimento da lavoura.
Mario Serafin / Fonte e foto: Divulgação/Sape
Região mais fria do Brasil tem amanhecer de -7,7°C e Defesa Civil alerta para inverno rigoroso nos próximos dias
CNI cobra decreto para liberar avanço dos bioinsumos
Santa Catarina publica pacote de novas leis em áreas estratégicas
Mais uma etapa visando a volta de voos regulares em Joaçaba
PM recaptura foragido em Herval d’Oeste
Santa Catarina para o mundo: a força da inovação como vitrine de oportunidades
Minha Cidade Guerreira!
Turismo Regional – Prefeitos, coloquem flores onde houver espaços!
Polícia Militar prende homem após roubo a farmácia em Herval d’Oeste