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CORRUPÇÃO

André Mendonça novo relator definido no Supremo Tribunal Federal (STF).

12/02/2026 às 16:01

O caso Master teve novo relator definido no Supremo Tribunal Federal (STF). Após a saída de Dias Toffoli, o sorteio realizado na noite desta quinta-feira (12) apontou André Mendonça como responsável pelo processo.
A redistribuição ocorreu depois que os ministros do STF divulgaram uma nota conjunta afirmando não haver fundamento para a arguição de suspeição contra Toffoli. No documento, a Corte reconheceu a validade de todos os atos praticados pelo ministro enquanto esteve à frente da relatoria.
A manifestação do Supremo veio após a Polícia Federal enviar relatório à Corte mencionando referências a Toffoli em dados extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro, apreendido durante a segunda fase da Operação Compliance Zero.
A reunião que antecedeu a decisão foi convocada pelo presidente do STF, Luiz Edson Fachin, e terminou pouco depois das 20h. A presidência do tribunal informou que adotará as providências necessárias para extinguir a arguição de suspeição e encaminhar oficialmente os autos ao novo relator.

A reportagem da Band apurou que há três alas dentro do tribunal

O Supremo Tribunal Federal está completamente divido em relação à situação de Dias Toffoli. A reportagem da Band apurou que há três alas dentro do tribunal: a primeira avalia que o ministro deveria se afastar voluntariamente do caso, até para se preservar e preservar a imagem da corte. 

O relatório da Polícia Federal, que pedia a suspeição do ministro, é visto por esse grupo, citado acima, como "o limite do limite" para a continuidade do ministro à frente das investigações. 

A outra ala afirma que o afastamento agora enfraqueceria o tribunal, que "não pode ceder à pressões externas, de quem quer que seja", e por isso, o caso deveria continuar com Toffoli até a entrega do relatório final da PF, previsto para meados de março. 

Um terceiro grupo afirma que cabe ao presidente Edson fachin "buscar uma saída institucional", que passaria por ouvir as explicações de Toffoli, ouvir outros ministros e tomar uma decisão de acordo com a opinião da maioria da casa. Caso contrário, se Fachin tomar uma decisão unilateral, sem ser pactuada com os colegas, corre-se o risco de a corte ficar rachada.

Fachin pendendo para a realização de uma sessão fechada, para ouvir as explicações de Toffoli, com a participação de todos os ministros - ação prevista no artigo 282 do regimento do STF. 

Toffoli e Vorcaro

A Polícia Federal (PF) identificou trocas de mensagens entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o banqueiro Daniel Vorcaro. 

O material foi localizado no aparelho celular e no armazenamento em nuvem do empresário, revelando comunicações que ocorrem desde 2021. O conteúdo das conversas já foi encaminhado e está sob análise do ministro Edson Fachin. 

Com a identificação da comunicação, a Polícia Federal pediu, na noite desta quarta-feira (11), a suspeição de Dias Toffoli, do caso Master no STF. As informações foram confirmadas nos bastidores da investigação e apontam citações diretas ao ministro Toffoli em diálogos mantidos pelo banqueiro.

Investigadores da PF afirmam que entre as menções sobre Toffoli, há menções de pagamentos ao ministro. A apuração é para saber se uma empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Master no Resort teria feito transferências em dinheiro para o ministro.

Da Redação Cidadela

Nem de longe dá para ficar alheio do que acontece nesse Brasil. É bom que se diga que Dias Toffoli é um petista, indicado pelo governo do PT e antes de ser Ministro foi Advogado do PT e não age dentro da legalidade de um Ministro do Supremo que deveria ser isento. Os colegas da corte que o defende é porque tem rabo preso.

Por Caiã Messina / Band Jornalismo