02/07/2025 às 21:51
Com o objetivo principal de defender a propriedade privada, a Assembleia Legislativa lançou na tarde desta terça-feira (1º) a Frente Parlamentar “Invasão Zero”. O ato, realizado no Auditório Antonieta de Barros, reuniu autoridades e lideranças ligadas ao tema.
Composição e propósito da frente
A criação da frente foi solicitada pelo deputado Sargento Lima (PL), que será o coordenador do grupo. Também compõem a frente os deputados Oscar Gutz (PL), Antídio Lunelli (MDB), Nilso Berlanda (PL), Ana Campagnolo (PL), Maurício Peixer (PL) e Napoleão Bernardes (PSD).
O grupo quer atuar em defesa da propriedade privada, da paz e da ordem pública nas cidades e no campo. Visa, também, à garantia do estado democrático de direito, criando mecanismos preventivos para evitar as invasões de terra em Santa Catarina e de punição aos invasores e aos organizadores das invasões.
Propostas e ações anunciadas
“Vamos apresentar algumas solicitações ao governo estadual, como a criação de uma delegacia especializada em caso de invasões de terra, além de um projeto denominado Campo Seguro”, disse Sargento Lima.
“Nosso objetivo é ter representantes e multiplicadores do Invasão Zero em todo o estado. Estamos largando na frente de todo o Brasil, trazendo segurança para o homem do campo, valorizando o nosso agronegócio que sustenta a nossa economia.”
Projeto de lei quer impedir benefícios a invasores
O deputado Altair Silva (PP) também participou do lançamento e comentou sobre o Projeto de Lei 97/2024, de sua autoria, em tramitação na Alesc. A proposta impede que invasores de propriedades rurais e urbanas exerçam função pública ou tenham acesso a linhas de crédito e programas do governo estadual.
“O direito à propriedade é algo digno, das famílias que adquiriram suas propriedades de boa fé, produzindo, gerando riqueza. Temos políticas públicas equivocadas, que criam conflitos desnecessários, sendo que nosso país tem dimensões continentais e tem terra para todo mundo trabalhar”, afirmou.
Pequenos produtores se manifestam contra demarcações
Proprietários rurais e autoridades de Cunha Porã e Saudades, além do Movimento de Defesa da Propriedade, Dignidade e Justiça Social (DPD), expuseram a situação de propriedades dos municípios que estão sendo reivindicadas como terras indígenas.
Conforme a prefeita Luzia Vacarin, de Cunha Porã, são 170 famílias de pequenos produtores que estão ameaçados.
“Em Cunha Porã nunca teve índio”, afirmou a prefeita. “Estamos aqui para mostrar nossa força. O agricultor deve ser respeitado, pois é ele que põe o alimento na nossa mesa. Nossas escrituras têm mais de 100 anos. Está na Constituição nosso direito à propriedade e todos batalharam para pagar por suas terras.”
Movimento MCT reforça apoio ao agronegócio
O Movimento dos Trabalhadores com Terra (MCT) também participou do ato na Alesc. O grupo, criado em Santa Catarina em abril deste ano, contrapõe-se às invasões de terra e à destinação de imóveis produtivos para assentamentos.
“A frente parlamentar só fortalece o nosso movimento”, afirmou Marcelo Barison, presidente do MCT. “O agro hoje leva o Brasil nas costas. Nós precisamos dar a guarida para o agro trabalhar em paz. É o que queremos, paz no campo. Nosso movimento não é contra a reforma agrária, mas ela tem que passar a terra para quem de fato precisa.”
Marcelo Espinoza / Agência AL
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