11/12/2025 às 15:41
A sentença também alcança a ex-esposa de um advogado e um detento envolvido no esquema. As penas variam de três a nove anos de reclusão. O processo tramita em segredo de justiça.
Um advogado de Joaçaba, sua ex-esposa e mais duas sócias do escritório foram condenados em uma ação penal do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo envolvimento em um esquema que facilitava a comunicação entre integrantes de uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas de dentro para fora do presídio.
O advogado ainda movimentou milhões de reais oriundos do crime com a ajuda da ex-esposa para atender aos interesses da referida facção. Ele foi sentenciado a nove anos, nove meses e 14 dias de prisão em regime fechado por organização criminosa e lavagem de dinheiro, sem direito de recorrer em liberdade, enquanto a mulher foi condenada a três anos e nove meses em regime aberto por lavagem de dinheiro.
Já as advogadas sócias foram condenadas a cinco anos, um mês e sete dias de prisão em regime semiaberto, cada, por organização criminosa, e um detento envolvido a mais cinco anos, cinco meses e 18 dias de prisão.
O MPSC avalia se irá recorrer ou não em segunda instância para tentar aumentar as penas. O processo tramita em segredo de justiça.
As condenações são fruto de uma operação deflagrada em junho do ano passado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do MPSC e pelo Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC), em apoio a uma investigação conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joaçaba.
A operação, batizada como Balthus, em referência a um tipo de nó de gravata bastante usado por advogados, cumpriu três mandados de prisão preventiva, três mandados de suspensão cautelar do exercício da advocacia e 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Joaçaba, Capinzal, Ouro, Água Doce e Piratuba.
A sequência das investigações escancarou o esquema, e todos foram denunciados pelo MPSC, tornando-se réu em uma ação penal. Agora, todos foram condenados pelas práticas criminosas. Cabe recurso da decisão.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC - Correspondente Regional em Lages
Repercussão
Na manhã desta quinta-feira, logo após a divulgação do Ministério Público, o burburinho foi grande no meio político de Joaçaba, porque na época era um dos envolvidos, presidente do partido, que então tinha um dos principais candidatos a prefeito, apoiado pelo líder estadual que agora é candidato a candidato a governador.
Além disso, na época era ligado a Administração Municipal, principalmente com o Vice que o tinha como homem de confiança, onde ocupou a Assessoria Jurídica quando foi Presidente da Câmara de Vereadores de Joaçaba.
Com a prisão o partido foi reformulado, perdeu seus dois principais líderes e o maior apoio que tinha não foi candidato a nada.
Infelizmente no Brasil não é permitido divulgar nomes dos envolvidos, ficando claro que criminosos andam dando as cartas nos principais órgãos públicos, mas em cidades pequenas as pessoas são conhecidas, ficando para os demais a opção de descobrir os envolvidos.
A Manchete do MPSC Notícias
“Três advogados de Joaçaba que facilitaram a comunicação entre faccionados são condenados em ação penal do MPSC”
A sentença também alcança a ex-esposa de um advogado e um detento envolvido no esquema. As penas variam de três a nove anos de reclusão. O processo tramita em segredo de justiça.
11.12.2025 10:12
Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC - / Correspondente Regional em Lages
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