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OPINIÃO

A turbulência continua em Brasília – e a possibilidade de roubalheira também

02/04/2026 às 20:45

Brasília continua em turbulência na política, na justiça e na economia. Sessões vergonhosas têm acontecido no Congresso Nacional, como a que procedeu ao enterro da CPMI do INSS. O relatório apresentado pelo seu relator, Deputado Alfredo Gaspar, incriminava figuras influentes e apontou os nomes de todos os que se aproveitaram dos aposentados por aquele Instituto. Detalhado e longo, apontava políticos e uma trupe de suas conexões como criminosos. Em síntese, ladrões! Foi rejeitado por 19 a 12 votos. Cenas grotescas e vergonhosas foram presenciadas, principalmente com uma protagonizada pelo Líder do Governo, Lindberg Faria, deputado federal do PT, que acusou o relator de estupro, o que foi provado na mesma hora ser uma informação falsa, pois nem sequer fora ele o acusado e sim um primo, e que houve uma relação consensual entre dos jovens à época, sendo que a paternidade foi assumida, nada que implicasse o relator. Uma atitude vergonhosa que lhe ocasionará um processo no Conselho de Ética.

Também algumas atitudes de ministros do STF, principalmente envolvendo Alexandre de Moraaes, Dias tóffoli e Gilmar Mendes, têm recebido críticas de todos os lados. Pesquisas indicam que o Supremo está com sua credibilidade em plena queda livre. O tempo e o espaço de nossa Capital têm sido palco de situações vexatórias e condenáveis pelos brasileiros.

No país dos endividados, prega-se uma falsa moral e vive-se em ilusória fantasia.

Edson Bazzo homenageado no Senado – Cientista brasileiro, referência nacional e internacional, professor da Universidade Federal de Santa Catariana, foi homenageado no Senado Federal, em Brasília, nesta segunda-feira, 30, juntamente com o astronauta Marcos Pontes e outros, quando participou das comemorações dos 20 anos da realização de uma missão espacial russa, com a participação de Pontes. Levou material produzido pelo laboratório do curso de Engenharia Mecânica da UFSC, para ser testado no espaço. Há duas décadas, o laboratório era coordenado por Bazzo.

O professor é graduado em engenharia mecânica, com mestrado e doutorado também em engenharia mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina, incluindo passagem pelo IKE na Universidade de Stuttgart, atualmente é professor titular no Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina. Coordena projetos P&D na área de energia. Atua em sistemas de bombeamento capilar, geração termelétrica, geração hidroelétrica, geração termo-solar, cogeração, carvão, gás natural, biomassa e outras fontes renováveis de energia, conforme consta no site da UFSC.

Desde que saiu de Ouro para seus estudos em nível de Científico e Universidade (UFSC), eu o revi algumas vezes. Sempre acompanhei sua carreira (e de outros conterrâneos), como professor de Engenharia Mecânica da UFSC, Clóvis Maliska, ainda Válter Bazzo, Vera Bazzo, Luiz Narciso Baratieri e seu irmão Ricardo, e muitos outros, que foram em sua juventude para a Ilha da Magia e ali fizeram carreira, sem apadrinhamentos e com seu mérito próprio.

Na adolescência, Edson Bazzo era conhecido como Garrincha, futebolista, magro e alto, jogador habilidoso e discreto do juvenil do Grêmio Esportivo São José, irmão do Rubens Estêvão (Engenheiro) e do Hélio José (dentista). Filho de Dona Ilda (Casagrande) e de Plínio Clemenceaur Bazzo, (sepultados no Cemitério da Vila São José, em Ouro).

Kassab enrolou Eduardo Leite – O PSD, liderado por Gilberto Kassab, escolheu o governador bem avaliado de Goiás, médico Ronaldo Caiado, para candidato a Presidente da República. Havia três governadores buscando a pré-candidatura a Presidente da República: Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite (governadores de Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul). Os dois últimos deixaram seus partidos, União Brasil e PSDB, para se filiarem ao PSD. Caiado foi estratégico, Ratinho esperto e Leite muito ingênuo, ou pretensioso. A raposa mais velha e conhecedora da política, com longa experiência administrativa, é o pré-candidato.

Educação calcada na Ciência da Aprendizagem – A Suíça acaba de abolir todo o sistema de ensino por meio de tecnologias digitais. Agora é retomado o uso de livro físico em 100 % das atividades de ensino e aprendizagem. No Brasil, o nível de aproveitamento dos alunos nas escolas não é dos melhores. E não adianta ficar achando defeito ou virtudes nos governos em nível federal. Muita politicagem, ideologias, discursos de valorização dos professores e assim por diante. Resultado: Avaliações muito ruins para o desempenho em nível de Ensino Fundamental e Médio. Atuei por mais de 30 anos no magistério público estadual. O interesse dos alunos não era absoluto, mas garanto que bem maior do que atualmente. A aprendizagem é uma ciência que tem suas particularidades, pouco estudadas e têm a ver com a capacidade de retenção cognitiva.

Alunos até ganham (pé de meia) para irem para a escola. Bolsas disso e daquilo, pouco incentivo ao trabalho e muita lacração. E se compararmos os salários dos professores com os trabalhadores de outras áreas, perdemos de goleada. Muito discurso, pouca valorização.

Euclides Riquetti / Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com